19 de maio de 2024
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CAMPO GRANDE (MS)

Filho de feminicída mata ex-namorada e amigo dela

Criminoso estava escondido na casa do pai que também acabou preso

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O ex-militar Messias Cordeiro da Silva, de 25 anos, matou a tiros a ex-namorada Karolina Silva Pereira, de 22 anos, e um amigo dela, Luan Roberto de Oliveira Oliveira, de 24 anos, às 2h50 do domingo (30.out.23), no Bairro Jardim Colibri 2, em Campo Grande (MS). 

Luan foi alvejado com um tiro no tórax, na região do coração e morreu na hora. Karoline, foi atingida nas costas e na cabeça. Ela chegou a ser resgatada ao hospital, mas na 3ª.feira (2.mai.23), a família confirmou a morte dela na Santa Casa.

 Ao g1, a mãe da vítima, Patrícia Pereira, relatou a dor e sofrimento da perda da filha."Sai do hospital sem um pedaço meu. Minha filha era brilhante, ela amava viver, dançar e estar com os amigos. A minha filha lutava pela vida, era trabalhadora e não tinha medo de nada", desabafou a mãe de Karolina.

A vítimas, Karolina Silva Pereira e Luan Roberto de Oliveira Oliveira. Foto: Redes A vítimas, Karolina Silva Pereira e Luan Roberto de Oliveira Oliveira. Foto: Redes 

De acordo com apurado, Luan e Karolina trabalhavam na mesma pizzaria e temendo ameaças que haviam recebido do ex, Karolina pediu que Luan a acompanhasse até sua casa. Quando eles chegaram no imóvel, foram alvejados. 

Segundo a poilícia, Messias não aceitava o fim do relacionamento e, inclusive, já teria ameaçado a vítima, conforme áudios que circulam em redes sociais.

"Ela trabalhava com ele numa pizzaria aqui no Bonança. Ela provavelmente estava sendo ameaçada, alguma coisa, porque ela pediu pra ele acompanhar ela até lá. Ai ele foi levar ela, chegou lá o cara (ex-namorado) já tava de tocaia, esperando ela", contou a mãe de Luan, Ednamar Braga de Oliveira.

FAMÍLIA DE FEMINICÍDAS

Messias Cordeiro da Silva, filho e Élio Rocha Dias da Silva, pai. Foto: Redes Messias Cordeiro da Silva, filho e Élio Rocha Dias da Silva, pai. Foto: Redes 

Messias Cordeiro, de 25 anos, confessou o homicídio e femicídio em áudios enviados para a mãe de Karolina.

"Fala dona [mãe da suspeita], como ela [Karolina] está? Dei fim nela!", confessa Messias. Em respeito às vítimas, a íntegra dos áudios não será divulgada.

Nos áudios, a qual o g1 teve acesso, Messias diz que o crime era premeditado e tinha como objetivo matar Karolina. Com frieza, relata detalhes do homicídio e feminicídio e confirma a autoria dos disparos.

Depois do crime, Messias fugiu e foi escondido na chácara do pai, Elio Rocha Dias da Silva, de 62 anos. O genitor também tem passagem pela Polícia por feminicído na forma tentada. O crime ocorreu na década de 1990. Agora o genitor do feminicída foi preso por estar com a arma de fogo de uso restrito e sem documentação. 

Elio estava com uma espingarda adaptada para calibre 22 e o revólver calibre 38 usado pelo seu filho também foi localizado na propriedade do idoso. 

Já Messias, se entregou à Polícia Civil, na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), no domingo (30.abr).

A delegada que acompanha o caso, Eliane Benicasa, relatou que o suspeito confessou todos os crimes e não demostrou arrependimento durante o interrogatório.

“O autor confessou tudo. Ele diz que, após rompimento, há duas semanas, mantinha contato, mas ela [a vítima] passou a rejeitá-lo. Com isso, ele passou a comparecer à residência da vítima, e já tinha presenciado ela chegando na companhia de Luan. Domingo, deixou sua moto estacionada debaixo de uma árvore, viu o casal chegando e disse ter visto os dois trocando carícias”, revelou Benicasa.

O caso foi registrado como homicídio simples e feminicídio.