25 de junho de 2021
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Gaeco investiga contrato suspeito após denúncia de que vereadores recebiam diárias para curso

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O coordenador do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), Marcos Alex de Oliveira explicou que a “Operação Viajante” foi iniciada há nove meses na Câmara Municipal de Ribas do Rio Pardo para verificar denúncias de que cinco vereadores do município recebiam para participar de cursos em Curitiba. A diária do curso era de R$ 750.

De acordo com Marcos, o Gaeco recebeu informações de que os vereadores mesmo não viajando para o curso recebiam o dinheiro que só deveria ser usado na cidade de Curitiba e foi a partir daí que os policiais começaram com as investigações.

O Gaeco começou realizando busca e apreensão na Câmara Municipal de Ribas de Rio Pardo. Foram na sala do diretor administrativo, Cassildo Pedro Camargo, do contador, Walter Antônio, do presidente da Casa de Leis, Antônio Ângelo da Silva, na sala do primeiro secretário, Diony Erick de Souza da Silva e na sala do segundo secretário, Claudio Roberto Siqueira. Logo após, fizeram a busca e apreensão na residência de cada um dos vereadores. O vereador Fabiano Duarte da Silva, que já foi secretário da Câmara do município também está sendo investigado.

Até o momento, apenas o contador Walter Antônio foi preso em flagrante pelo Gaeco em Campo Grande. Segundo Marcos, na casa de Walter foram encontradas uma espingarda calibre .12, outra espingarda calibre .22 e uma garruncha calibre .22 sem registros. O coordenador do Gaeco disse que ele está prestando depoimento e pode ser liberado caso pague fiança.

Marcos afirmou que os cinco vereadores que estão sendo investigados na “Operação Viajante” nenhum foi preso apenas foram feitos mandatos de busca e apreensão.

Questionado durante a coletiva de imprensa na tarde hoje sobre se algum fato chamou mais atenção durante os nove meses de investigação, Marcos conta que foi um contrato com uma empresa de ar condicionado.

“Verificamos em um contrato que uma empresa de ar condicionado já recebeu R$ 57,2 mil desde o começo do ano. E vimos que mesmo não tendo que prestar serviços para a Câmara a empresa recebia do mesmo jeito. Isso me chamou a atenção”, afirma.

Antes de finalizar a coletiva, Marcos falou para imprensa que três empresas que prestavam serviços para a Câmara de Ribas do Rio Pardo também estão sendo investigadas.

“A empresa Ágile Consultoria verificamos que pertence ao filho do Walter. Ele autorizava serviços para a Câmara e beneficiava sua família ao mesmo tempo. Outra empresa que prestava serviço de consultoria se chama Fama e a outra prestava serviço de internet, mas não lembro agora o nome”, finaliza.

Karla Machado e Dany Nascimento