25 de maio de 2024
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EXECUÇÃO | FRONTEIRA

"Polícia, não corre!", gritaram executores de Carlos Anhasco

Ele foi o 4º da família a ser assassinado

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Carlos Anhasco Espinaço, de 39 anos, foi executado a tiros, às 16h50 da 6ª.feira (11.nov.22), quando construía o muro de sua casa, na Rua Hélio Peluffo, Jardim Saldanha Derzi, em Ponta Porã (MS). Ele foi o 4º de sua família a ser assassinado.

O compadre da vítima, de 31 anos, um vizinho de 25 anos e a esposa da vítima, de 24 anos, foram arrolados como testemunhas no boletim de ocorrência registrado na 1º Delegacia de Polícia Civil da cidade fronteiriça. 

Conforme relato, compadre, vizinho e Carlos trabalhavam na construção do muro quando um veículo Sedan, modelo paraguaio de cor prata, parou em frente à eles. Do carro, desceram 3 indivíduos encapuzados: um estava vestido todo de preto e de colete, portando um fuzil e outros de camiseta preta e branca, ambos de pistolas. Os atiradores gritaram para Carlos: "Polícia, não corre!".

"Porém [Carlos] tentou efetuar fuga correndo para o fundo da propriedade sendo seguido pelos seus algozes que o cercaram e executaram, onde saíram logo em seguida gritando para a testemunha [*vizinho] não olhar para eles", consta em registro.  

O compadre de Carlos fugiu dos atiradores, aparecendo depois só com a chegada da polícia.

A esposa de Carlos, informou que estava no interior da residência, quando escutou os disparos e saiu para verificar, já viu seu marido caído no quintal nos fundos da casa todo perfurado por tiros.  

O caso segue em investigação e ainda não há informações sobre os autores da execução.

OUTROS FAMILIARES

Antes de Carlos, seus sogros Pedro Celso Ajala, de 45 anos, e Ana Cláudia Gonçalves Martinez, de 46 anos, foram executados, em 26 de outubro de 2022, quando chegavam de carro na casa onde viviam na  na Rua Circe, Bairro Portal Caiobá, em Campo Grande (MS). 

Ana morreu no local, enquanto Pedro ainda foi socorrido e encaminhado ao hospital, mas teve o óbito confirmado horas depois.

 

Além deles, a polícia disse que um tio da esposa de Carlos também foi executado. A família teria saído de Ponta Porã "jurada de morte".