27 de janeiro de 2022
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NACIONAL | VÁRZEA GRANDE (MT)

Policial Penal é achado morto em condomínio

Estava com um ferimento de tiro na cabeça

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Acusado de vários casos de violência doméstica, o policial penal Edson Batista Alves, de 35 anos, foi encontrado morto na tarde desta sexta-feira (3.dez.21) numa residência num condomínio na região do Cristo Reio, em Várzea Grande (MT).

Ele estava com um ferimento na cabeça, que seria causado por uma arma de fogo. As primeiras informações são de que o servidor público tenha tirado a própria vida.

Além disso, policiais receberam a informação que Edson Batista estava fazendo tratamento psiquiátrico.

HISTÓRICO

Edson Batista Alves tinha um histórico de violência doméstica. O caso mais famoso ocorreu em novembro de 2019. Na ocasião, espancou e manteve em cárcere uma namorada e o filho dela.

Na ocasião, a vítima procurou a base comunitária do Araés, acompanhada do filho, para denunciar o servidor público. Ela disse que veio de Rondonópolis em busca de emprego na capital e para se relacionar com o agente penitenciário.

Contudo, dias após chegar, passou a ser agredida e impedida de deixar a casa sozinha. O filho também foi alvo das agressões e sofreu fraturas e ferimentos nos olhos. Ambos também eram ameaçados de morte.

Atualmente, Edson era monitorado por tornozeleira eletrônica.

Ao todo, seis ex-namoradas e ex-mulheres fizeram denúncia contra ele à polícia. Todas elas foram obrigadas a tatuarem o nome dele. Uma delas tatuou o nome e o sobrenome: "Edson Alves", seguido de um coração.

Outra disse que ele as obrigava a beber a urina dele e chupava o sangue delas.Uma das vítimas registrou quatro boletins de ocorrência contra o agente.

PEÇA AJUDA

O Centro de Valorização a Vida (CVV) presta serviço voluntário e gratuito de prevenção do suicídio e apoio emocional para todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo. Os cerca de 3 milhões de atendimentos anuais são realizados por 3.000 voluntários em 104 postos de atendimento pelo telefone 188 (sem custo de ligação),  ou pelo www.cvv.org.br via chat ou e-mail. A entidade realiza também ações presenciais, como palestras, cursos e grupos de apoio a sobreviventes do suicídio – GASS (https://www.cvv.org.br/cvv-comunidade/).