19 de junho de 2024
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OPERAÇÃO GUATAMBU II

Preso por agiotagem e posse ilegal de arma, comerciante paga R$ 5 mil e é solto

Alvo é acusado de integrar organização criminosa do tráfico de drogas interestadual, originado principalmente do Paraguai e da Bolívia

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Após ser preso na quinta-feira (16 de maio de 2024) durante a Operação Guatambu II, realizada pelo Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) em Campo Grande (MS), o comerciante Josemar Ferreira Lima, de 60 anos, foi libertado nesta sexta-feira (17 de maio de 2024) ao pagar fiança de R$ 5 mil.

Conforme os investigadores, Josemar foi alvo de mandado de busca e apreensão, suspeito de envolvimento com agiotagem. Durante a abordagem, os policiais encontraram uma pistola calibre 9 x 19 milímetros escondida embaixo da cama de sua neta. 

Após pagar a fiança, o suspeito teve sua liberdade provisória concedida pelo juiz Jorge Tadashi Kuramoto em audiência de custódia realizada nesta sexta.

Segundo apurado, Josemar alegou em depoimento que a arma pertencia a um amigo, identificado como Magno, e que a estava guardando temporariamente.

Além das acusações de agiotagem, as investigações também apontam para a possibilidade de envolvimento de Josemar em atividades ilícitas, após a polícia encontrar conversas suspeitas em seu celular. No entanto, a defesa do comerciante afirma que ele atua de forma autônoma no ramo de compra e venda de gado e possui uma empresa registrada em nome da esposa para o comércio de veículos.

Outro comerciante, também alvo da operação e autuado por posse ilegal de arma, foi liberado após pagar fiança de R$ 4.236,00. O homem de 54 anos afirmou que a arma que possuía foi herdada de seu pai. Ambos respondem a processos relacionados às investigações em curso.

OPERAÇÃO GUATAMBU II

A Operação Guatambu II foi deflagrada com o objetivo desarticular uma organização criminosa envolvida no tráfico interestadual de drogas. As prisões ocorreram após a polícia identificar conexões entre traficantes de diferentes estados brasileiros, com a droga saindo principalmente do Paraguai e da Bolívia.

Ao todo, foram cumpridos 15 mandados judiciais em diversos endereços, incluindo residências e estabelecimentos comerciais, em Mato Grosso do Sul e em outros estados como São Paulo e Ceará. Equipes de diferentes delegacias especializadas, incluindo o Dracco, Garras, Denar, Defurv, e Delegacia Regional de Aquidauana, participaram da operação.

A investigação teve início após a prisão de um traficante em Araçatuba (SP) em outubro de 2022. Identificado como Fabrício Aparecido da Silva Guilherme, o traficante transportava uma grande quantidade de cocaína em um caminhão, resultando na descoberta de uma rota de tráfico que envolvia diversos pontos do Brasil.