13 de agosto de 2022
Campo Grande 30º 15º

NACIONAL | BOITUVA (SP)

Vídeo: salto de paraquedas do empresário que morreu ao cair em telhado

Homem caiu de 2 mil metros de altura; imagens fortes

A- A+

Andrius Jamaico Pantaleão, de 38 anos, um empresário de São Bernardo do Campo, morreu após cair de 200 metros de altura num dos maiores centros de paraquedismo do país, o de Boituva (SP). Ele chocou-se contra o telhado de uma casa. O acidente aconteceu em 19 de julho. 

Segundo a Polícia Militar, a queda aconteceu por volta das 12h na Rua Jose Scomparim. A perícia foi acionada e o corpo do atleta foi recolhido ao Instituto Médico Legal (IML) de Itapetininga.

Um vídeo divulgado pelo Fantástico ontem (31.jul.22), gravado pela câmera presa ao capacete do instrutor da vítima, Paulo César Mirkai, mostra o momento do acidente. 

Andrius estava na metade do curso e fazia o terceiro salto da vida, ainda acompanhado, quando se lançou do avião e, pouco depois, é segurado pela manga pelo instrutor, que verifica se está tudo ok.

O empresário mostra saber a posição da manopla que comanda o paraquedas, na base da mochila, e o instrutor solta o aluno para a manobra de estabilização. O aluno começou bem, mas logo começou a girar. Caindo a mais de 200 km/h, ele tem pouco tempo para se estabilizar, e não dá certo. Ele vai girando cada vez mais depressa.

O instrutor chegou perto, agarrou Andrius pela perna, mas não conseguiu segurar por muito tempo. O aluno foi empurrado pelo vento, sem parar de girar; o chão está cada vez mais perto. O instrutor abre o próprio paraquedas e o aluno não aparece mais nas imagens (veja tudo no vídeo abaixo). Ele despencou em queda livre por cerca de 2 mil metros, até bater no telhado de uma casa de Boituva.

 

Um inquérito policial vai tentar responder o que aconteceu durante o salto de Andrius. O delegado que investiga o caso diz que há problemas no esquema de segurança do paraquedismo em Boituva, e conseguiu que a Justiça suspendesse os saltos sobre a cidade, que se orgulha de ser a capital brasileira do paraquedismo.

"As entidades, as associações federais, confederações, elas acabam por fazer as suas próprias regras. Mas em relação ao paraquedismo, eu entendo que esse esporte é um pouco mais, senão muito mais, arriscado que os demais. Por essa razão, tem que ser tratado de uma forma diferente. Então, há necessidade de uma regulamentação desse esporte", defende Emerson Jesus Martins.

O prefeito de Boituva diz que a cidade de mais de 60 mil habitantes cresceu em torno do paraquedismo e, hoje, depende do esporte. Ele quer a volta dos saltos, propõe melhorar a infraestrutura do centro, e até pensa em mudar a pista de lugar.

"Nós identificamos aqui, dentro da própria área da cidade, uma área que tem a extensão para se instalar uma pista e se fazer a conversão. Só que isso é a médio e longo prazo; não é de imediato. Porque tem toda a infraestrutura, não é? A aprovação dos órgãos competentes e toda a infraestrutura para ser implementada", afirma Edson Marcusso, do Cidadania.

Só nos últimos seis meses, aconteceram na cidade mais de 80 mil saltos, praticamente um e meio para cada habitante da cidade. O número de acidentes fatais também aumentou.