19 de junho de 2021
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Aracy Balabanian recebe a exposição “Ela, ele, elos” de Eduardo Ferreira e Anna Marimon

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O Teatro Aracy Balabanian recebe nesta quarta-feira, às 19 horas, no foyer do no Centro Cultural José Octávio Guizzo, a exposição “Ela, ele, elos”, dos multiartistas  Eduardo Ferreira e Anna Marimon. A exposição reúne a produção plástica inédita dos artistas que são pinturas e instalações, cada qual ao seu estilo, que traduzem suas vivências múltiplas no campo das linguagens que emergem de seu habitat natural: um quintal cuiabano repleto de referências criativas que passam por todas as linguagens. Com sua experiência, Eduardo perpassa uma espécie de pós-surrealismo cubista, mesclado a referências de uma mitologia da infância com quês de baianidade e carnavais pregressos dos rincões mato-grossenses. Anna, com uma pegada proustiana persegue paisagens sem fim de um mesmo ponto de vista, repetindo uma busca incessante pela memória fotográfica dos imensos chapadões que brotam do cerrado incandescente. Anna Amélia Schirmer Marimon é natural de Santa Maria (RS), mudou-se para Cuiabá no final dos anos 70 levando rock e cultura urbana para a cidade. Juntou–se a um bando, Caximir Buquê, artistas múltiplos ou de expressões em permanente estado de expansão que carregaram nas tintas históricas e nas letras poéticas, fazendo história e performances artísticas pelos cantos e recantos das cidades por onde circularam e circulam. A artista encanta, pinta, borda, reclama, declama, sempre redescobrindo luzes e novos caminhos. Eduardo Balbino Ferreira nasceu em Guiratinga (MT). É um artista de insights, na sua criação não há busca, pois as ideias aparecem espontaneamente em todas as suas linguagens: na literatura, na música, no audiovisual, nas artes cênicas e agora nas artes plásticas. Deste “novo” universo de signos emergem imagens do passado, das figuras icônicas dos mascarados carnavalescos de Guiratinga em Mato Grosso, das fabulações mágicas das histórias locais, com suas assombrações, suas lendárias figuras personificadas em representações lúdicas, na figuração de diabos multifacetados, de elementos extraídos como diamantes das águas do imaginário coletivo. Serviço A exposição permanece até 30 de novembro. Mais informações podem ser obtidas no Centro Cultural José Octávio Guizzo, na rua 26 de agosto, 453, ou pelo telefone 3317-1795. Leide Laura Meneses