22 de maio de 2024
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Em 3 meses, FCMS entregará escultura Manoel de Barros com 'pé' restaurado

Obra estava depredada há 2 anos

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A escultura do poeta Manoel de Barros completou, na 3ª.feira (18.abr.23), dois anos que está sem um dos pés. A obra de Victor Henrique Woitschach, cartunista e escultor campo-grandense, conhecido por seu apelido, Ique, está no canteiro central da Avenida Afonso Pena, no cruzamento com Rua Barbosa, em Campo Grande (MS). A obra foi alvo de vândalos em 18 de abril de 2021. Essa matéria original saiu no TeatrineTV

O diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), Max Freitas, disse ao TeatrineTV, que finalmente a obra será restaurada e cravou um prazo de 3 meses para isso.

“O prazo máximo para a entrega da revitalização do monumento, que não foi resolvido nos últimos dois anos, nessa gestão nós vamos resolver no prazo máximo do final de julho, para fazer a entrega. Porque, o Ique pede o prazo de 30 dias. Então, até começo de maio finalizamos, para fazer a entrega da escultura restaurada em julho”, disse Max.

Depois de depredada, a escultura do Poeta chegou a ser vistoriada em junho de 2021, em que Ique e o então diretor-presidente da FCMS, Gustavo Castelo, fizeram uma análise para a restauração. Desde então, a reportagem acompanhou esse procedimento de restauro, que acabou não sendo finalizado na gestão de Reinaldo Azambuja.

Assim que foi nomeado pelo governador Eduardo Riedel (PSDB), Max disse que iniciou discussões para realizar o restauro da escultura. Além da reposição do pé do Poeta, arranjos com parceiros privados garantirão a revitalização no canteiro em que a obra está instalada.

“Existe 3 possibilidades: existe já um processo aberto na Agesul; existe já a conversa de parceria com a Energisa, para um patrocínio casado, que também é do Ique, que a entrega do monumento do Pedro Pedrossian no Parque dos Poderes, juntamente com o restauro do pé do Manoel de Barros. Essa já é uma conversa com a Energisa; e a terceira via, nós estamos em negociação com patrocínio para a restauração total do Manoel de Barros, com a jardinagem e iluminação do local. Então, são essas 3 vias possíveis que estamos conduzindo”, detalhou Max.

O Chefe da FCMS revelou qual será o investimento financeiro da gestão na obra do Poeta. “Num todo, o Manoel de Barros, o investimento total, entre jardinagem, iluminação, restauro do pé, do óculos e pintura da escultura,  está em aproximadamente em R$ 140 mil”.

O CONTRATO

Ique, foi contratado em 2016 para a criação e execução da escultura em bronze do Poeta, com aproximadamente 1,38m de altura por 0,42cm de largura, decorrente do Projeto “Centenário do Poeta Manoel de Barros”. A integra.

Na época, o artista recebeu R$ 232 mil pelo serviço. A escultura foi inaugurada em 19 de dezembro de 2017, dia que foi comemorado os 101 anos de nascimento de Manoel. Ela permaneceu preservada por 4 anos.

MINIATURAS DA ESCULTURA

Além da escultura em tamanho 'quase real', o contrato de Ique com FCMS incluía também a confecção de cinco peças em argila sintética de 30cm cada.

As miniaturas da obra original deveriam estar no acervo do Patrimônio Cultural da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, mas o TeatrineTV apurou que as peças públicas foram desaparecendo nos últimos 7 anos.

Apenas uma das miniaturas, a reportagem sabe que estava no gabinete do ex-governador Reinaldo Azambuja, as demais, não há informações do paradeiro.

Sobre as miniaturas de Manoel, por hora desaparecidas, Max explicou que ao assumir a chefia da FCMS, enviou ofícios à Gerência do Patrimônio cobrando informações sobre as peças.

“Quanto às miniaturas que foram feitas, eu enviei ofício para saber, localizar, para quem foram doadas, ou em qual local se encontravam. Não se encontravam lá [na FCMS]. Oficializei ao Patrimônio, a gerente de Administração e Finanças, para que me informassem onde elas estão patrimoniadas. E agora, estou aguardando a resposta deles. Caso não seja informado, nós vamos abrir um processo administrativo iniciando com uma sindicância”, apontou o gestor.

Max completou dizendo que por meio do procedimento, será possível descobrir o paradeiro das miniaturas adquiridas com recursos públicos da cultura e chegar aos responsáveis pelo 'sumiço'. “Será possível apurar os responsáveis sobre o desaparecimento ou não das miniaturas”, finalizou.