10 de abril de 2021
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Segunda temporada da série 'Narcos' traz surpresas e fim de Escobar

A segunda temporada da série "Narcos", da Netflix, estrelado lindamente pelo ator Wagner Moura no papel principal do histórico traficante colombiano Pablo Escobar, e dirigida pelo  brasileiro mestre na sétima, José Padilha, chegou à Netflix no dia 2 de setembro, com grande expectativa. 

Segundo a própria produtora essa seria a temporada do "fim da carreia" de Pablo Escobar. No 'take' anterior, contou-se a ascendência total do narcotraficante, que nos anos 80 se encarregou de espalhar a cocaína pela áreas dos gringos [E.U.A], em um intervalo de poucos anos. 

A série não "Narcos" não é 100% baseada em fatos reais, porém mostra episódios históricos, mas Padilha deixa claro que foge ao documentário. A série é considerada ousada por contar a história de um dos maiores traficantes, que encontrou sossego apenas no fim.  A série se encarrega de mostrar o processo disso tudo. 

A primeira coisa que se nota nessa segunda temporada é que o ator Wagner Moura realmente petrificou-se em Escobar. Se na marcação anterior Wagner, levantava críticas sobre a atuação em espanhol, na nova série o ator sepultou tal dúvida e o talento de Moura é um dos grandes pontos fortes dessa nova temporada da série, que começa com a fuga de Escobar da prisão La Catedral, construída por ele mesmo, um templo do narcotráfico que ele chamava de "penitenciária", quando fingiu se entregar para as autoridades colombianas. 

Força tarefa 

Javier Peña, o parceiro do policial Steve Murphy, que narra a história, e Tata, esposa de Escobar. Javier e Murphy são estagnados pela força, depois de caçarem o narcotraficante com afinco, através de novos comandos vindos dos Estados Unidos, que se interessa 100% em capturar Escobar mas não quer os policiais do DEA (a delegacia de combate às drogas norte-americana) envolvidos no jogo sujo. 

 Com isso, Javier dá vazão à suas falhas de caráter, alçando um caminho antiético e perigoso para contribuir na caçada à Pablo e seus sicários. Já Tata deixa explícito que, apesar de ser "apenas" a esposa, não está feliz em se esconder do mundo inteiro, nem de ser mulher de um narcotraficante internacionalmente conhecido. Seu senso de certo e errado está o tempo todo em constante conflito. 

O interessante dessa temporada é analisar o jogo feito para capturar Escobar. Se em apenas uma temporada (a primeira), vimos um homem se erguer em direção ao céu pelo império da cocaína durante anos, agora o intervalo é de meses.

 O cerco vai se fechando para Escobar, que chantageou e comprou policiais e autoridades a vida inteira e de repente se vê sem isso, cercado de inimigos como o Cartel de Cáli, e a polícia colombiana. E, ao ficar cada vez mais perto do fim, Wagner mostra um Pablo cada vez mais psicótico, paranoico e implacável. Wagner que já havia se destacado em outras produções por uma força dramática no apoio psicológico, agora deve explorar ao máximo esse seu "ponto forte", em Narcos.