27 de setembro de 2020
Campo Grande 39º 25º

Relação turbulenta

Apesar de relação turbulenta, esposa nunca havia denunciado policial

Investigador da Polícia Civil matou a mulher a tiros e, depois, cometeu suicídio; caso ocorreu ontem (2) em Jardim

Lívia Cathiane Gaúna Acosta Duarte da Silva, morta a tiros pelo marido, o investigador de Polícia Civil Adalberto Duarte da Silva, nunca havia registrado boletim de ocorrência contra o marido. O crime ocorreu na tarde de ontem (2) em Jardim, cidade distante a 233 quilômetros de Campo Grande. Após matar a esposa, o policial cometeu suicídio.
 
Segundo o delegado Roberto Carlos Morgado Pires, da 1ª Delegacia de Polícia Civil de Jardim, a relação do casal era conturbada, eles tinham discussões, mas a briga nunca evoluiu para agressão física.
 
Ao Campo Grande News, o delegado contou que algumas testemunhas já prestaram depoimento à polícia, porém o teor das informações serão mantidas em sigilo. Ainda segundo Morgado, Adalberto será sepultado em Campo Grande e Lívia em Porto Murtinho. O casal deixa um filho de 17 anos.
 
Por meio de nota, a Polícia Civil informou que o investigador, lotado na delegacia da cidade, ficou afastado das funções para tratamento psicológico entre os meses de janeiro e julho do ano passado. Desde então, Adalberto estava sendo acompanhado por profissionais da Coordenadoria de Atendimento Psicossocial da Polícia Civil (Ceapoc).
 
A arma utilizada no crime, um revólver calibre 357, era de uso pessoal do policial. Ele desenvolvia as atividades no setor administrativo da delegacia e não utilizava arma da carga da Polícia Civil.
 
O caso - O investigador matou a esposa a tiros e, em seguida, cometeu suicídio, na casa onde vivia com a família, na Vila Angélica. O filho dele, de 17 anos, e a irmã da vítima teriam presenciado toda a cena.
 
O crime ocorreu após uam discussão do casal. A polícia está apurando os motivos.