24 de outubro de 2026
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Debate: "Essa ilha nunca foi do Richarlison", mente Flávio Bolsonaro

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O candidato de extrema direita Flávio Bolsonaro (PL) voltou a mentir no debate da TV Globo desta 6ª.feira (23.out.26), que a ilha que o advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio, roubou do jogador Richarlison. “Essa ilha nunca foi do Richarlison”, mentiu Flávio. 

O jogador já mostrou documentos que provam que pagou cerxa de R$ 10 milhões na ilha e estava nos trâmites de pedido de direitos de ocupação de uma área da União.

Richarlison revelou que comprou os direitos de ocupação do imóvel em 2020, investiu no local e foi surpreendido, dois anos depois, por uma ordem judicial de reintegração de posse. O terreno pertence à União, mas isso não significa que o jogador nunca tenha adquirido direitos de ocupação sobre a área.

O QUE A JUSTIÇA DECIDIU

Em 2022, a Justiça concedeu a reintegração de posse em favor da empresa M Locadora, que alegava ter direitos anteriores sobre o imóvel. Depois, Willer Tomaz entrou na negociação e sua empresa passou a deter os direitos de ocupação.

O advogado sustenta que adquiriu a posse legalmente e afirma ter pago valores para regularizar pendências relacionadas ao imóvel. A disputa judicial teve decisões desfavoráveis à empresa ligada a Richarlison, e o Superior Tribunal de Justiça manteve a posse com a empresa de Tomaz em 2025.

Esse desfecho, porém, não apaga o investimento alegado pelo jogador nem transforma a controvérsia em uma história sem questionamentos. Richarlison afirma que não autorizou um acordo envolvendo sua empresa e seu ex-empresário, Renato Velasco, que aparece nas negociações.

FLÁVIO NÃO É UM PERSONAGEM DISTANTE

O nome do senador aparece porque, segundo Richarlison, Flávio demonstrou interesse no imóvel depois da compra. O jogador afirma que o parlamentar visitou o local e esteve lá acompanhado de Willer Tomaz.

Flávio nega ter comprado, vendido ou intermediado a propriedade. Diz que foi citado apenas como testemunha e que não tem relação com a disputa.

A Polícia Federal abriu investigação para apurar a situação da área e a atuação da Secretaria do Patrimônio da União. A apuração não significa que Flávio tenha cometido irregularidade, mas mostra que o caso não se resume à frase de que “a Justiça já investigou”.

O ponto omitido no discurso é que uma decisão judicial sobre a posse não responde, por si só, a todas as questões sobre a negociação, os documentos apresentados e a rapidez com que os direitos foram transferidos.