25 de novembro de 2020
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Comissão de educação irá debater inclusão de alunos especiais

Clayton Neves

A CE (Comissão de Educação Cultura e Esporte) inicia hoje a terceira audiência para debater o PNE (Plano Nacional de Educação). Entre os pontos mais polêmicos da proposta, será discutido a inclusão da Meta 4, que prevê a universalização da inclusão de alunos com deficiência de 4 a 17 anos na rede regular de ensino.

De acordo com o professor e presidente da ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública) Geraldo Gonçalves a proposta é tão válida que nem deveria entrar em debate. “Somos totalmente favoráveis a essa ideia de inclusão, afinal, escola pública é um direito de todo cidadão, independente de suas limitações e cabe ao Estado trabalhar pra que isso aconteça”, disse.

Mesmo sendo favorável, Geraldo lembra que para implantação da proposta, mudanças se fazem necessárias. “Nós do Sindicato somos a favor, no entanto, o que é preciso é a capacitação do professor, afinal, é difícil incluir um aluno com necessidades especiais sem a capacitação do educador.”, relata.

 Outro fator que precisaria ser modificado segundo o presidente da ACP é a quantidade de alunos por sala de aula, bem como o diálogo entre a escola e os pais. “A escola precisa ter um bom diálogo com a família, é preciso conhecer, saber quem é a criança e assim decidir a melhor forma do professor trabalhar com ela”, completa.

Mesmo sabendo da importância da inclusão educacional, o Deputado Estadual professor Rinaldo (PSDB) não se diz tão otimista. “Acredito ser um debate de grande importância, porém, a rede pública de ensino do país ainda não está preparada pra receber os alunos com necessidades especiais, infelizmente não temos uma estrutura nem capacitação adequadas para atendê-los”, pontua.

Para o deputado o resultado dessas discussões só se dará à longo prazo, devido a quantidade de adequações necessárias. “Não podemos ser demagogos, pensar na inclusão a curto prazo é excesso de otimismo, e é por esse motivo que devemos valorizar cada vez mais as instituições especializadas como é o caso da escola Juliano Varela e da APAE por exemplo”, completa.