14 de agosto de 2020
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Famasul registra 71 fazendas invadidas e calcula número ainda maior

Tayná Biazus

O Governo Federal está tendo um forte confronto com produtores, indígenas e com o Estado. Muitas fazendas estão sendo invadidas pelos índios que reivindicam o direito as suas terras. O senador Waldemir Rocha (PMDB), ao contrário de muitos tem um ponto deee.

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Os deputados estaduais de Mato Grosso do Sul estão frequentemente utilizando a tribuna livre da Assembleia Legislativa para discutir suas indignações em relação ao assunto.

Na quarta-feira o deputado professor Rinaldo (PSDB) comentou com a reportagem do MS Notícias que a situação é preocupante uma vez que a União tem ultrapassado o limite máximo de cinco anos para demarcar terras indígenas no Brasil. "De acordo com o artigo 231 da Constituição de 1988, o prazo máximo para demarcar terras é de cinco anos e o governo federal não respeita isso". Segundo o deputado, a União necessita com urgência parar de "empurrar a situação com a barriga". "Quem sofre com isso, são os índios, os produtores rurais e a população".

O senador Waldemir Moka defende que, as terras devem ser consideradas indígenas ou não se a ocupação da área aconteceu antes do ano de 1988, ou seja, se antes deste período os índios estavam no local a terra é deles, caso eles chegaram depois, a terra é dos fazendeiros, logo, o governo deve comprar e indenizar o produtor ao invés de desapropriar e só pagar pelas benfeitorias.

De acordo com a assessoria da Famasul (Federação de Agricultura e Agropecuária de Mato Grosso do Sul) atualmente existem registradas 71 fazendas que foram ocupadas, porém, o número é ainda maior, visto que, um levantamento está sendo feiro no Estado para o registro de outras áreas invadidas. Ainda de acordo com a assessoria, a maioria das áreas invadidas hoje foram adquiridas antes da década de 1980, já a primeira ocupação no Estado pelos indígenas foi no ano de 1.980.