18 de setembro de 2020
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Cotidiano

Há 2 anos sem reajuste, motoristas de ônibus pedem 13% para repor perdas salariais

Motoristas dizem que, caso saiam prejudicados na negociação, há chance de paralisação

Os motoristas de ônibus negociam reajuste salarial com o Consórcio Guaicurus nesta segunda-feira (2) em Campo Grande. Esta será a terceira rodada de negociações e acontece com a aproximação da data-base do reajuste da tarifa no transporte coletivo. A categoria não tem reajuste há dois anos.

A última reunião foi realizada no dia 27 de novembro, entre empresários e o STTCU (Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano de Campo Grande). Conforme a ata da negociação, o representante da Setur (Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de MS), João Resende Filho, afirmou que a prefeitura deveria acompanhar a discussão salarial porque causaria impacto na tarifa. Entretanto, os motoristas de ônibus não concordam com a vinculação de salários com a tarifa do transporte.

“Estão falando que o aumento de salário pode impactar na tarifa, mas não tem nada a ver. A nossa data-base era junho, mas mudaram para novembro, para que pudesse ser perto da negociação da tarifa”, opina um motorista de ônibus, que não quis se identificar.

A proposta das empresas de ônibus ficou em um reajuste de 2,55%, mas a categoria requer aumento de 13%. Além disso, os motoristas ainda pedem horas extras com 75% acima da hora normal, adicional noturno de 50% vale gás mensal e vale alimentação de R$ 170.

Os motoristas do transporte coletivo estão insatisfeitos com a propostas dos empresários e afirmam que há possibilidade de greve caso saiam prejudicados nas negociações. “Ultimamente, só estamos perdendo, o salário diminuindo e o benefício caindo. Não queremos que o transporte coletivo pare aqui em Campo Grande, mas se for necessário, temos que parar. Eles têm que ser impactados também”, diz um motorista.

A terceira rodada de negociações está marcada para esta segunda-feira (2), às 10 horas, no Sest Senat.