24 de novembro de 2020
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PESQUISA

Mais de 80% têm medo e maioria vê efeito da pandemia durar só 3 semanas

Pesquisa atesta aprovação a Mandeta e à quarentena; 39% admite repassar "fake news"

Um amplo levantamento sobre como a população está reagindo aos efeitos da pandemia do Covid-19 em Mato Grosso do Sul foi feito pela Ranking Comunicação e Pesquisa e trouxe dados interessantes, sobretudo para as autoridades que lidam com o problema. Realizada de 30 a 24 deste mês, a pesquisa ouviu 1.700 pessoas maiores de 16 anos em 20 municípios.

Contratada pelo Diário MS News, a consulta adota um intervalo de confiança de 95% e margem de erro de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos. Ao todo foram feitas 12 perguntas pelos pesquisadores, todas específicas sobre o impacto do coronavírus na população, sobretudo na economia, na política e no comportamento.

Uma das principais constatações sobre a reação popular pode ser tirada das respostas à pergunta “você está com medo do Covid-19?”. A esmagadora maioria (80,12%) respondeu “sim” e 12,06% não, ao passo que 7,82% não souberam ou não responderam. Entre quem disse sim, 76,41% afirmaram estar se precavendo e 18,06% não. Os que não sabem ou não responderam são 5,53%. No grupo dos que dizem estar se precavendo, 73,24% revelam estar lavando as mãos e o rosto com água e sabão. Passar álcool em gel nas mãos e usar máscaras é o que fazem 58,36%. As outras medidas preventivas incluem: evitar grupos e ajuntamentos (35,06%); manter as casas limpas e janelas abertas (28,64%); evita sair às ruas e locais públicos (19,41%); manter boa alimentação e tomar muita água (16,88%); e 14,24% deram outras respostas, não sabem ou não responderam.

Dos que responderam porque não está preocupado, a maior parte das respostas foi esta: “não vou pegar o vírus, sou forte” (39,06%). Em seguida estão as pessoas que dizem não ter medo de contágio (35,88%); as que dizem que o vírus não chegará aonde moram e que isso é coisa da China (22,12%); as que dizem ser “tudo mentira, que não existe ou é para enganar o povo (21,82%). Também há quem opine ser doença de gente rica e pobre não pega (17,47%); que inventaram a doença só pra vender remédios (15,00%); e no grupo que deram outras respostas, não souberam ou não responderam estão 12,41%.

MANDETTA

O Instituto Ranking perguntou aos entrevistados como avaliam as atitudes do ministro Luiz Henrique Mandetta, da Saúde, em relação ao Coronavírus? Para 42,24%, suas atitudes estão corretas, enquanto 33,88% dizem que ele domina o assunto. Quem disse que ele está fazendo certo somam 23,41%, enquanto 19% dão parabéns ao ministro, 15,64% reconhecem nele “um bom médico, 13,65% confiam em suas ações. Outras respostas são 11,36% e não responderam e não responderam 10,06%.

Os entrevistadores perguntaram como cada entrevistado avalia as atitudes das autoridades, de um modo geral, sobre efeitos do coronavírus. A resposta “para o nosso bem” chegou a 75,06%, enquanto 63,41% dizem estar corretas, 43,24% confiam, 40% opinam que a quarentena é necessária, 25,36% sugerem que a doença não seja tão grave. Para 17,64% as medidas são exageradas. Outras respostas somam 15,82% e os que não sabem e não responderam 11,88%.

Para 63,24% dos entrevistados, o meio de comunicação mais confiável para se informar sobre o coronavírus é a televisão. O rádio foi citado por 54,41%, os jornais impressos por 42,88%, os sites de notícias 38,47% e as redes sociais 21,82%. Outro percentual maiúsculo da pesquisa é o número de pessoas para as quais o coronavírus está atrapalhando a economia estadual: 91,06%. Só 5,18% acreditam que não atrapalha e não sabem ou não responderam 3,76%.

FAKE NEWS

Foi feita a pergunta “com tantas informações sobre o coronavírus você já repassou fake news?” Mais de um terço (39,06%) admitiram ter repassado por acreditar que eram notícias verdadeiras.

Outros entrevistados salientaram ser difícil saber o que é verdadeiro ou falso (37,64%) e 35,12% repassaram e sentiram-se envergonhados. Há ainda quem afirme ter muito cuidado e crê não ter feito isso (29,88%) e quem repassou mas foi alertado por amigos sobre a notícia inverídica (26,47%). Outras respostas, mais os que não sabem e não responderam somam 23,36%.

A preocupação mais citada é a de ficar doente (64,24%). A segunda preocupação (42,36%) é como proteger a família. As demais respostas, na ordem decrescente: fiquei sem dinheiro, sem renda (38,64%); não estou estudando, sem aulas (35,41%); nada funciona, tudo fechado (33%); estou sem trabalhar (32,06%); estou em casa com os filhos (28,88%); acho que vou perder o emprego (25%); acho que vai faltar alimentos (21,12%); será que é Deus nos cobrando (16,82%); estou preocupado com o futuro (14,47%); não dá mais para viajar, sair (13,82%); os políticos podiam ajudar mais (11,06%); quando tudo isso vai acabar  (10%); cansado de não fazer nada (9,24%). As outras respostas, os que não sabem e os que não responderam são 8,36%.

Quem está em quarentena disse o que faz para matar o tempo – 61,41% ficam nas redes sociais, 49,88% assistem filmes e notícias, 38,06% ficam comendo e engordando, 33,06% brincam com as crianças, 21,47% estudam e fazem exercícios, 18,82% ficam “doidos” ou entediados, 17,06% ficam dormindo e brigando. Outras respostas, quem não sabe e quem não respondeu forma um grupo de 15% nesse quesito.

Sobre o que as pessoas têm feito para passar o tempo, 61,41% navegam nas redes sociais, 49,88% assistem filmes e notícias, 38,06% ficam “comendo e engordando”, 33,36% brincam com as crianças, 21,47% estudam e fazem exercícios, 18,82% disseram que ficam “doidos ou entediados” e 17,06% revelam que passam o tempo dormindo e brigando – 15% são os que deram outras respostas, os que não sabem e os que não responderam.

Sobre quanto tempo vão durar os efeitos do Coronavírus, a maioria (35,36%) calcula uma média de três semanas e 25,88% estima um mês. Para 15,41% a pandemia no Estado vai durar dois meses, 10,64% cravam três meses, 5,06% acham que a duração será de quatro meses e 4% projetam seis meses ou mais. Não sabem e não responderam 3,65%.

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