23 de outubro de 2020
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ARTIGO

Mercado de Sex Shop em grande ascensão no Brasil

Foi pensando nisso que Ricardo Moraes fundou a Shop Libido, uma loja virtual de produtos eróticos

Poucos segmentos do mercado de consumo têm surfado tão boa onda, quanto o mercado de Sex Shop e produtos eróticos. Ao olhar os números de faturamento, difícil imaginar qualquer indício de crise ou desaceleração. As lojas de sex shop estão com uma variedade cada vez mais crescente de produtos voltados ao prazer e sendo visitadas por um público que até pouco tempo, tinha resistência a adentrar esse tipo de estabelecimento.

O mercado de produtos de sex shop tem demonstrado uma maturidade elevada. Com crescimento constante desde a virada do século e uma produção interna que já é maior do que a importação, os números de faturamento têm crescido de forma acentuada nos últimos anos. Em 2017 o setor atingiu a marca de R$ 1 bi de faturamento, com esse número chegando a R$ 1,7 bi de receitas em 2019.

Esse crescimento exponencial é atribuído, principalmente, à uma maior participação por parte do comércio online. A venda online tem quebrado barreiras, ao oferecer o acesso imediato à uma grande variedade de produtos, sem sair do conforto de casa e recebendo as suas compras em casa com total discrição. A verdade é que muitos consumidores ainda se sentem intimidados ao entrar em uma Sex Shop. A internet está resolvendo esse problema e hoje cerca de 90% das vendas do setor são realizadas via internet.

Lojas de Sex Shop atacado são a oportunidade de quem deseja trabalhar revendendo produtos eróticos. Foi pensando nisso que Ricardo Moraes fundou a Shop Libido, uma loja virtual de produtos eróticos, que distribui seus produtos para clientes de todo o país. Em sua esmagadora maioria, as mulheres são as que mais compram para revender.

Outro fator importante para o crescimento no faturamento é a participação das mulheres nas vendas. Com menos tabus e mais investimento na sua satisfação sexual, elas são as que mais consomem produtos eróticos no país. A verdade é que a modernidade vem libertando as mulheres dos padrões machistas de comportamento de outrora. Atualmente as mulheres são responsáveis por 70% das vendas dos sex shops.

O mercado tem crescido muito com a diversificação do seu público. O aumento de consumidores da terceira idade tem chamado bastante atenção nesse sentido. Perfil de público que era raro até algum tempo atrás, hoje são uma boa fatia no faturamento do segmento, em uma clara mensagem de que se estão travando uma luta entre o sexo e o conceito de pecado. Neste momento a hipocrisia cai por terra.

As alterações no comportamento desse público consumidor ficam visíveis nos números de venda de produtos eróticos na internet. A última pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), relacionada ao comércio virtual no ano passado, afirma que o índice de satisfação dos consumidores brasileiros na compra de produtos eróticos chega a 81%.

As vendas diretas também são responsáveis por uma boa fatia no faturamento desse segmento. A venda porta a porta de produtos sensuais tem se definido como uma importante fonte de renda para revendedores autônomos. Em tempos de economia cambaleante e desemprego em alta, a venda desses produtos tem salvo o orçamento de muitas famílias.

São Paulo é o maior mercado do país, com 33% do total de vendas. Logo em seguida aparecem Rio de Janeiro e Minas Gerais, com 16% e 11% respectivamente. As lingeries e os cosméticos sensuais encabeçam a lista de produtos mais vendidos. O ticket médio do setor é de R$ 210,00 em média.

Não restam dúvidas que esse é um mercado pujante e que ainda tem muito a crescer. Com a quebra de tabus e preconceitos, todos têm a oportunidade de perceber que as lojas de sex shop têm muito mais a oferecer dos que os tradicionais vibradores. Uma gama enorme de produtos para as mais diversas funções e fantasias, que seja o prazer individual ou à dois.