21 de outubro de 2020
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SICÁRIO

Morre Popeye, o matador a serviço de Pablo Escobar

Ele era o chefe dos pistoleiros do cartel de Medellín no auge do domínio de Escobar

Jhon Jairo Velásquez, conhecido como Popeye, Um dos capangas mais famosos de Pablo Escobar, de 57 anos, morreu nesta quinta-feira (6) por complicações decorrentes de um câncer terminal do esôfago. Ele sobreviveu a sete tentativas de assassinato e a diversos atentados na prisão. Papeye era chefe dos pistoleiros do cartel de Medellín no auge do domínio de Escobar.

Popeye estava preso desde 25 maio de 2018 por extorsão. Antes, ele chegou a cumprir mais de 23 anos de prisão por seu envolvimento com o cartel de Medelín. O jornal colombiano El Tiempo, o classificou como um dos piores criminosos de toda a história da Colômbia.

Em uma entrevista em 2015, concedida ao jornal português Expresso, ele afirmou: "Mataria minha mãe se Escobar tivesse pedido".

"Escobar era um assassino, um terrorista, um narcotraficante, um sequestrador, um vigarista, mas era meu amigo", disse Popeye à agência France Presse em 2015.

Criminoso confesso dizia se sentir fascinado pelo "cheiro de sangue". O pistoleiro criou um personagem que vendeu livros e inspirou a Netflix. O sicário de confiança de Escobar chegou a se tornar um ativo e polêmico usuário de redes sociais. Em entrevista para a AFP em 2015 o homem reconheceu ter matado pelo menos 250 pessoas e planejado o assassinato de outras 3 mil. 

Segundo contou sem suas memórias, Sobrevivendo a Pablo Escobar, fez cursos na Marinha e na polícia antes de entrar para o bando de Escobar.

O homem era chamado de Popeye, em alusão ao desenho, por causa do seu queixo sobressalente que logo foi operado - e o transformou em uma espécie de publicitário do mal, o homem que matava e narrava os crimes de seu patrão. 

Alguns testemunhos de policiais apostam que Papeye não era tudo o que narrava, apenas usava-se do discurso para tornar-se famoso.  

Pablo Escobar, grande chefão do narcotráfico colombiano foi morto pela polícia em dezembro de 1993.

*Com informações da Agência Estado e IstoÉ.