05 de dezembro de 2020
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Mensalidade

Sem aulas presenciais, universitários criam petições para redução na mensalidade

Aulas estão sendo ministradas à distância por conta da pandemia do coronavírus.

Com pandemia do novo coronavírus, as atividades nas universidades de Campo Grande foram suspensas, para evitar transmissão do vírus. As aulas presenciais passaram a ser EAD (Ensino a Distancia), mas alunos da Uniderp e UCDB (Universidade Católica Dom Bosco) não estão satisfeitos com o valor da mensalidade integral e, criaram baixo assinado pedindo a redução no valor.

O aluno de psicologia na Uniderp, Victor Gutierrez, criou a petição alegando que muitos alunos acabaram ficando desempregados ou tiveram salário reduzido, e não acham justo o valor cobrado considerando os custos de atividades presenciais. Conforme o acadêmico, a petição foi criada no dia 1° de maio e já atingiu mais de 1,7 mil assinaturas.

“Já entramos em contato com a instituição, dizem que estão investindo em tecnologia para as aulas online e que os professores estão trabalhando em tempo integral, mas a discrepância do valor dos cursos à distância para os presenciais e bem significativo. Tem alunos mais velhos que estão voltando aos estudos agora e sentem muita dificuldade de fixar o conhecimento por EAD, as professoras são ótimas e estão fazendo de tudo para que nos ajudar, o problema mesmo é com o financeiro da instituição”, explica.

Universitários da UCDB criaram o baixo assinado com os mesmos questionamentos, e pedindo reajuste no valor. Até a publicação deste material, cerca de 2,2 mil alunos assinaram o documento online. Nenhuma criador da petição foi localizado.

A reportagem entrou em contato com as duas unidades, mas não recebeu retorno até a publicação deste material.

O Procon (Superintendência de Orientação e Defesa dos Direitos do Consumidor) orienta que os consumidores que se sentirem lesados, podem entrar em contato diretamente com a unidade para tentar um acordo ou desconto na mensalidade, porém, caso não seja resolvido, o aluno ou responsável pode denunciar ao órgão fiscalizador.