28 de janeiro de 2021
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Licitações são questionadas em Jardim

download (1) A Câmara Municipal de Jardim, a 250km e Campo Grande, está pondo em debate as licitações que vêm sendo abertas pela Prefeitura. A discussão começou a ganhar corpo a partir da manifestações de vereadores que cobram explicações do prefeito Erney Barbosa (PT) sobre o valor e o custo-benefício de alguns investimentos, sobretudo para a prestação de serviços públicos na cidade. O vereador Mário Oliveira (PDT) considerou “no mínimo estranhos e precipitados” alguns processos licitatórios que, a seu ver, podem agravar as dificuldades financeiras que atacam o Município. Oliveira disse não entender, até agora, o contrato da Prefeitura com a Morhena Coleta e Engenharia Ambiental, encarregada de recolher o lixo urbano. O valor do contrato é de R$ 1 milhão 209 mil 900,00, com 12 meses de vigência e um desembolso mensal de mais de R$ 100,8 mil. “Esse valor pago hoje é muito maior do que será gasto pela Prefeitura”, frisou. O vereador lembrou ainda do dinheiro arrecadado com a taxa de lixo. “O gasto mensal da prefeitura antes dessa licitação seria com manutenção do caminhão, combustível e despesas com os funcionários, que continuam a ser pagos”, enfatizou. O vereador criticou também a terceirização do terminal rodoviário. Lembrou que, segundo o vereador Guilherme Monteiro, ficou evidente que a prefeitura foi muito flexível nas cobranças para com a empresa ganhadora do pregão. “Quando se terceiriza um serviço, a obrigação é que de fato melhore o atendimento aos usuários”, acentuou. E observou que a taxa de embarque subiu de R$ 1,00 para R$ 2,45, além de a empresa estar sublocando os boxes. Ele cobra a responsabilidade da Prefeitura para acelerar e liberar um projeto de reforma do terminal rodoviário, que já conta com recursos da ordem de R$ 400 mil disponibilizados pelo Ministério do Turismo. “A verba estava empenhada, só falta o Executivo fazer seu trabalho para liberação e execução da obra”, observou. CARNAVAL – Mário Oliveira faz restrições também aos gastos com o carnaval, embora seja favorável à folia como direito popular ao lazer e fator potencial de geração e rena, emprego e promoção da cultura regional. Porém, a seu ver, a prioridade é irar Jardim da difícil situação financeira. “Não sou contra o carnaval, mas até que ponto esse gasto terá um custo-benefício de interesse da municipalidade? Se o Município está em regime de contenção de despesas, criando novas taxas para aumentar arrecadação,terceirizando serviços públicos para aliviar a folha, com remédios faltando nos postos de saúde, a lei de gratuidade não está sendo cumprida, onde fica o respeito com nosso povo,com o dinheiro publico?”, indaga. O vereador compara: enquanto outras cidades do Estado reduziram ao máximo os gastos com o carnaval ou até o suspenderam, preservando verbas para a educação e a saúde, Jardim faz o contrário e desembolsa R$ 300 mil para a folia. Edson Moraes,