25 de outubro de 2020
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Comerciantes da antiga Rodoviária aprovam instalação de órgãos municipais no local

A possibilidade de a prefeitura de Campo Grande transferir para o prédio da antiga rodoviária órgãos municipais foi bem recebida pelos proprietários de lojas do local. O movimento no comércio do prédio caiu em decorrência da transferência da rodoviária para a região sul da Capital, na saída para São Paulo, e também, segundo os comerciantes, devido ao grande movimento de usuários de drogas e traficantes nos corredores do prédio.

Todos os entrevistados pela reportagem sentem-se abandonados no antigo Terminal do Oeste, como era conhecido o prédios. Os comerciantes reclamam da falta de segurança no local e afirmam que se vêem obrigados a convier com os transeuntes que percorrem os corredores da rodoviária e praticam furtos de mercadorias constantemente . “A gente pede pra eles não ficarem perto de nossas lojas, usando drogas ou fazendo comércio aí eles batem boca, discutem com a gente”, lamentou Maméde Fernander Amorin. O comerciante possui uma loja de vendas de CD’s e óculos, dentre outras mercadorias há quase 30 anos e várias vezes já foi furtado.

A ida de órgãos da prefeitura, na opinião dos comerciantes do loca, fará com que a segurança seja reforçada. De acordo com os proprietários, o movimento dos consumidores caiu em 95%. "Mantemos isso na raça”, exclamam alguns.

A expectativa dos comerciantes é que a prefeitura instale no local órgãos de arrecadação (pagamento e recebimento de contas municipais), como a central de arrecadação do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), por exemplo. O senhor José Paulino, 70, tem uma loja de confecções desde 1979.De acordo com ele, esses órgãos levariam diversas pessoas até o prédio, permitindo que aqueles que por ali passarem possam ter uma imagem melhor da rodoviária e passem a adquirir os produtos oferecidos, movimento o comércio local.

A procura por aluguéis de salas ainda existe, mas a maioria desiste do investimento. “Quando chegam aqui e vêem que não há policiamento, há usuários isso assusta as pessoas, e  elas desistem”, afirma Isaac Jesus Filho, 49.

A preocupação dos proprietários não é a revitalização do prédio em si, mas sim, deixarem de estar “abandonados”, como se consideram. “A vinda de órgãos da prefeitura vai trazer movimento e esse movimento vai fazer com que o próprio comerciante se anime e melhore a sua sala, invista mais, em  novas estruturas”, finaliza Saul Danielson, 49, que tem sua loja especializada em consertos de relógios há mais de 30 anos no local.

Inicialmente a Planurb (Instituto Municipal de Planejamento Urbano), levaria departamentos com maior fluxo de pessoas. Hoje, 91% do prédio é de propriedade particular e o restante é pertencente a prefeitura da Capital.

Tayná Biazus