O vereador Wilton Celeste Candelorio, o Leinha (Avante), registrou um boletim de ocorrência na tarde desta 4ª feira (27.mai.2026) após uma fiscalização em uma obra de asfalto e drenagem na Rua Cascais, em Campo Grande (MS).
Segundo o parlamentar, a vistoria terminou em discussão com o empreiteiro responsável pelos serviços no local, ocasião em que ele afirma ter ocorrido uma ameaça, o que motivou o registro da ocorrência.
Em vídeo publicado em suas redes sociais, o vereador afirma ter sido agredido verbalmente ao questionar o atraso na obra.
Assista:
A reportagem do MS Notícias entrou em contato com Leinha, que afirmou ter ido ao local para verificar a situação da obra, que, segundo ele, estaria paralisada há meses e causando transtornos à população da região.
“A empresa ganhou a licitação há uns 7 ou 8 meses e não saiu de uma rua até agora, não fizeram nada. Acabaram com a Rua da Divisão e com os arredores. Já é oito meses numa rua só. Aí começaram a derrubar alguns muros dos vizinhos, e os moradores reclamando da obra parada", relatou.
A empresa citada é a A.S Construtora e Comércio LTDA, com sede em Coronel Sapucaia (MS) e que, segundo o vereador já teria sido alvo de outras tentativas de diálogo.
“Fui lá conversar numa boa, já é a terceira vez. Todas as vezes ele [empreiteiro] já estava meio ríspido. Dessa vez ele já sabia que eu era vereador... Precisava pelo menos que ele tivesse a boa fé de avisar: "Ó, derrubou o muro, mas vou arrumar ali novamente".
Ainda conforme Leinha, foi durante a abordagem que a situação se agravou.
“Ele [empreiteiro] já veio falando que a gente era vagabundo, que vereador não presta. Mandou eu sair dali, dizendo que aquilo era dele. Eu disse que é área cedida da prefeitura, onde vai ser até uma praça que a gente conseguiu o recurso. Aí ele falou: ‘se você não sair agora, eu vou meter um tiro na sua cara’, descreveu o parlamentar.
"Uma licitação de 8 milhões que tem só dois tratores fazendo a obra e cinco peão para fazer uma obra que já tá oito meses parada, praticamente. Eles tem que fazer todo o asfalto, um pedaço aqui do Botafogo e no Jardim Monte Alegre. Aí eles começaram pela Rua da Divisão fazendo a drenagem, eles fizeram a drenagem daqui e o resto abandonaram, tá parado, deixaram buraco, caiu carro, caiu tudo aqui dentro", relatou.
O vereador também denunciou que, além do atraso no andamento da obra, as condições de trabalho no local eram precárias. "Ele tava lá com mais quatro pessoas trabalhando para ele, inclusive, todos venezuelanos, trabalhando e morando dentro de um container lá, sem nada, escravo mesmo", descreveu.
Imagens divulgadas em vídeo pelo vereador mostram canteiro de obras da A.S Construtora | ReproduçãoDiante do vídeo publicado, a reportagem questionou o vereador sobre a possibilidade de o atraso na obra estar relacionado à falta de pagamento por parte da Prefeitura de Campo Grande, hipótese que ele negou.
"Eu fui falar com a prefeitura, tá tudo pago, dizem que amanhã me mandam os extratos, mas tá tudo certo."
O caso foi registrado no Centro Especializado de Polícia Integrada (Cepol), da Polícia Civil, em Campo Grande (MS). O vereador afirma que pretende acompanhar a apuração sobre a execução da obra e possíveis irregularidades no serviço prestado na região do Jardim Botafogo e entorno.











