26 de novembro de 2020
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Falhas na relação social pode ter sido motivo da morte de aluna

Tayná

Na manhã de ontem, a estudante Luana Vieira Gregório,  de 15 anos foi esfaqueada no abdômen por uma colega, no final do período escolar, por volta das 11h30.

O crime teria acontecido porque Luana borrifou um perfume em sala de aula e isso teria irritado a colega, pois era alérgica, decidindo se vingar no final da aula.

Para o psicólogo Carlos Eduardo R. de Araújo,  essas atitudes chocantes são respondidas através da psicanálise lacaniana, que vê essa violência juvenil por motivos banais como um sintoma do laço que nos une na pós-modernidade. “Estamos em uma época onde não existem mais referências. Isso faz com que qualquer sujeito mergulhe numa multiplicidade absoluta de discursos onde a afirmação de sua singularidade, se converte na destruição e aniquilação do outro”.

Carlos lamenta esse fato que mostra como o ódio tem se instalado na relação com o outro de uma maneira tão crua e imperativa.

Para o deputado Pedro Kemp (PT), que é contra a redução da maioridade penal acredita que não se deve condenar um caso desses com penas destinadas aos maiores de idade, e sim, devem ser tomadas medidas que se encontram no ECA ( Estatuto da Criança e do Adolescente). “Uma condenação carcerária não resolve, só agrava a situação. O sistema prisional é decadente, é uma escola do crime”.

Uma terceira menina, maior de idade é a suspeita de levar uma faca a agressora, que esfaqueou Luana e ainda cortou a perna de outra menina, amiga de Luana.

Luana foi levada à Santa Casa por volta das 12h40 de ontem, porém, após sofrer duas paradas cardíacas, veio a óbito às 15h.