24 de janeiro de 2021
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Prefeito discute com comerciantes a revitalização do centro da Capital

O prefeito de Campo Grande Gilmar Olarte (PP) se reúne neste momento com comerciantes da Capital na sede da ACICG (Associação Comercial e Industrial de Campo Grande) para discutir o projeto Reviva Centro, que está paralisado desde 2013 e precisa ser retomado com urgência para que o município não perca os recursos federais destinados ao projeto."Ou ratificamos o projeto ou devolvemos o recurso", explica o prefeito. Segundo Olarte, o objetivo principal da reunião é encontrar uma solução para adequar o projeto original às necessidades dos comerciantes e garantir que não haja prejuízos à movimentação do comércio da área central.  Um dos temas discutido nesse momento é revitalização da rua 14 de julho, que é uma das principais vias da região central. De acordo com o prefeito, é preciso que a ACICG faça o acompanhamento da revitalização. Um dos pontos mais polêmicos que está em discussão é a diminuição de duas pistas de rolamento da 14 de julho para  prolongar o calçadão, o que iria diminuir o perímetro da via e consequentemente limitar o fluxo de veículos, o que pode sobrecarregar as vias paralelas e transversais. De acordo com o secretário Edil Albuquerque, titular da Sedesc (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Turismo e Agronegócio), o comércio central já sofreu prejuízos quando da retirada do estacionamento da avenida Afonso Pena, que hoje é um canteiro. Segundo o secretário, os comerciantes precisam participar diretamente da revitalização da área central pois o fluxo de automóveis é o que cria movimento nas vias em especial na 14 de julho, o que fomenta o comércio. "Se a classe comercial não se mobilizar, cada dia terá menos espaço para clientes e isso é prejudicial para o comércio", afirma. A afirmação de Edil corrobora com realidade da área central da Capital que hoje carece de estacionamentos. Conforme dados da ACICG, 45% das vagas dos estacionamentos do centro são utilizadas por funcionários da região, o que diminui a quantidade de vagas disponíveis aos clientes dos estabelecimentos comerciais. Por isso, uma das opções que estão sendo discutidas nesta reunião é a criação de estacionamentos verticais. Outra opção levantada pela associação é o uso do estacionamento da Feira Central, que fica no final da rua 14 de Julho, para alocar os veículos dos funcionários da região central. Heloísa Lazarini e Diana Christie