25 de outubro de 2020
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Usina funcionava sem projeto e certificação dos bombeiros

Tayna e Diana

Na manhã de ontem, um incêndio atingiu a UPL ( Usina de Processamento de Lixo), no bairro Dom Antônio Barbosa, na Capital. O início do fogo foi por volta das 10h30 da manhã e consumiu 40% da usina.

De acordo com o comandante geral dos bombeiros, coronel Ociel Ortiz Elias, o local funciona sem projeto e sem a certificação dos bombeiros.

Nesta manhã, será deslocada até o local uma equipe para fazer a averiguação do local, notificar a cooperativa pelo funcionamento indevido e multa-la, além de ser dado um prazo de 15 dias ou mais para que seja regularizada.

Informação errônea:  De acordo com o coronel, no momento em que o corpo de bombeiros recebeu a chamada do incêndio, o informante passou dados errados. De acordo com ele, havia fogo na vegetação próxima ao lixão. “Quando há fogo em vegetação, os bombeiros se deslocam com uma camionete com capacidade de 1,500 litros de água”, esclareceu Ociel.

Quando chegaram ao local, a equipe constatou a gravidade do fato, e pediu ao corpo de bombeiro que enviasse mais viaturas para conter o fogo.

Se o local oferece riscos aos trabalhadores, ele poderá ser interditado.

UPL: Segundo informações do presidente da Coopermara, uma das cooperativas que fazem parte da UPL, Daniel Arguello, somente após a terceira viatura dos bombeiros chegar ao local é que o fogo começou a ser contido. Daniel também informou que as fiações elétricas sofreram danificações e serão trocadas, porém, o galpão da usina não foi danificado.

Ao contrário do que diz o coronel Ociel, Daniel afirma que a UPL possui alvará de funcionamento e licença ambiental, porém não possui a licença dos bombeiros.

Ainda de acordo com Daniel, os extintores de incêndio estavam vazios no momento do fogo, devido à inadimplência da Solurb. O presidente conta que foi pedido para a empresa realizar o reenchimento dos extintores e ela não o fez.

Para a presidente da Atimaras, Gilda Macedo, o incêndio não foi ocasionado por uma bituca de cigarro, como foi suspeitado inicialmente. Gilda reclama também da segurança, pois no momento do fogo o guarda local estava dormindo e utilizando fones de ouvido.

Há grande suspeita de o incêndio ter sido criminoso.