26 de novembro de 2020
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TRÁFICO

Droga na cueca: dono de lava-jato mantinha laboratório de cocaína no Lageado

O suspeito abastecia pontos de vendas de droga na Capital e acabou preso com porçoes de droga na cueca

Foi preso na tarde desta 4ª-feira (21.out.2020), um homem de 33 anos, que mantinha um laboratório caseiro onde manipulava cocaína e abastecia vários pontos de vendas de drogas em Campo Grande. A prisão aconteceu enquanto ele saía de casa, no Bairro Parque do Lageado, para fazer uma entrega. Ele estava com droga na cueca.  

A Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar) já monitorava os passos do suspeito há uma semana. O homem é conhecido do meio policial. Segundo o delegado Hoffman D'Avila, responsável pelo caso, titular na Denar, o suspeito já foi preso por tráfico em 2016. 

Nesta 4ª-feira a polícia identificou o veículo e o endereço onde o suspeito morava e aguardou o momento certo de agir.

Chevrolet Corsa Pick Up apreendida pela Denar. Foto: Tero Queiroz

Ele foi preso enquanto saía no veículo que utilizava para fazer as entregas, durante revista pessoal foi encontrado um papelote de cocaína escondido dentro da cueca. Ele confessou que comercializava o entorpecente e dentro de rua residência foi encontrado mais 400 gramas da droga e duas prensas uma manual e outra hidráulica.

O delegado Hoffman D'Avila, da Denar. Nocauteou mais um criminoso e desarticulou com operação ponto de fabricação de drogas na Capital. Foto: Tero Queiroz. 

De acordo com as informações policiais, ele tinha um laboratório artesanal em sua casa, onde manipulava a cocaína, e multiplicava a quantidade. Com 1 quilo, fazia mais dois. No 'batismo', usava remédios e até mesmo bicarbonato para deixar a droga com uma textura pastosa e dar volume. 

Segundo a Denar, o suspeito é dono de um lava jato de fachada no bairro, que era usado para lavar o dinheiro do tráfico. 

Ainda conforme a polícia, a prática de ter um estabelecimento é para não levantar suspeitas da origem de recursos. Pensando nisso, o suspeito também não comercializava a droga em casa. O delegado disse que ele atendia no sistema disque entrega: recebia o pedido por ligação e fazia a entrega no endereço combinado. 

O mesmo era responsável pelo abastecimento de vários pontos de vendas de droga. Inclusive, marcava em pontos estratégicos como mercados e até em vias movimentadas no Centro da Capital. A polícia acredita que a droga era vendida por caixa contendo 10 gramas no valor de R$220 reais.

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