28 de julho de 2021
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Alex do PT defende Bernal e garante que gestão de prefeito é descentralizada

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O vereador Alex do PT rebateu nesta manhã as constantes críticas feitas à gestão do prefeito Alcides Bernal (PP) por seus opositores que afirmam ver em Bernal um governante que atua sozinho. Para Alex, a tese de isolamento político não condiz com a realidade. O vereador comparou a administração atual com a gestão anterior, do ex-prefeito Nelsinho Trad (PMDB).

“As coisas se resolvem com diálogo, entendimento, compromisso. Ao pé da letra, o Alcides tem demonstrado ser mais democrático em termos de coalizão. Qual espaço que o PR tinha na administração passada? Qual espaço que o PDT tinha na administração passada? E o PTB? E o PSL que agora está negociando? O PT mesmo tem duas secretarias. O governo era centralizado em cima do grupo dele (PMDB)”, criticou.

Segundo o vereador, a gestão ainda precisa de ajustes porque é de primeiro mandato, mas nada que seja impossível de resolver. “Todo início de governo tem suas implicações naturais”. Alex ainda aponta que as secretarias precisam de ações de aprimoramento que já estão sendo executadas, como a criação de planos de metas e monitoramento de ações.

Questionado sobre como Nelsinho centralizava o poder durante a sua gestão, Alex relembrou como era a gestão de algumas secretarias na época de Nelsinho. “A Emha está sucateada há muito tempo. Ela servia apenas de barriga de aluguel para a Agehab (Agência Estadual de Habitação Popular de Mato Grosso do Sul). Sequer participava do processo de conseguir recursos para a construção de casas. Ela precisa de um plano estratégico de atuação, pois está desestruturada. Praticamente a Agehab controlava tudo aqui. A Emha não cumpriu o seu papel e em oito anos não chegou a construir 40 unidades habitacionais próprias”, cutucou.

De acordo com o vereador, Nelsinho descumpriu normas da LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) ao não transferir a gestão dos Ceinfs (Centro de Educação Infantil) para a Semed (Secretaria de Educação) por interesses pessoais. “É preciso reconstruir o papel das secretarias e dos órgãos. Há 16 anos que existe a LDB com a ordem de que crianças de 0 a 6 anos são responsabilidade da secretaria de educação. Campo Grande era a única Capital do Brasil em que os Ceinfs ainda ficavam na secretaria de assistência social”. Alex responsabiliza também a ex-secretária municipal de assistência social, Maria Antonieta Trad (PMDB), pelo atraso no cumprimento das normas. “Sabe por que não repassou antes? Porque a secretaria de assistência social fazia manipulação eleitoral. Tinha a primeira-dama, Maria Antonieta, que não admitia perder poder. A gestão era dentro da visão de favorecimento de grupos. Não era o interesse das crianças. Estamos lutando contra essa estrutura que vinha há anos”, criticou.

Diana Christie