O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta 4ª feira (7.jan.2026) a saída do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, para a realização de exames médicos em hospital da capital.
Bolsonaro sofreu uma queda na madrugada de 3ª feira (6.jan.2026), dentro da cela onde está custodiado. A autorização permite a realização de tomografia de crânio, ressonância magnética e eletroencefalograma no Hospital DF Star.
Na decisão, Moraes determinou que o deslocamento seja feito de forma discreta, sob responsabilidade da Polícia Federal. O ministro ressaltou que, desde 11 de dezembro, está garantido ao ex-presidente atendimento médico permanente enquanto estiver sob custódia.
Segundo o despacho, a equipe médica da Polícia Federal avaliou inicialmente que não havia necessidade de remoção imediata ao hospital. Ainda assim, o magistrado considerou os novos elementos apresentados pela defesa para autorizar os exames externos.
Um primeiro pedido de saída havia sido negado pelo STF na 3ª feira (6.jan), com a exigência de laudos periciais da PF e solicitações formais dos médicos particulares. Após isso, os advogados protocolaram nova petição com avaliação clínica detalhada.
O médico particular de Bolsonaro, Admar Concon de Oliveira, apontou a possibilidade de traumatismo craniano, síncope noturna associada à queda, além de relato de possível crise convulsiva, oscilação de memória e lesão contusa na cabeça.
A Polícia Federal informou, em nota, que o atendimento médico foi solicitado pelo próprio custodiado após ele relatar a queda. A corporação afirmou que constatou ferimentos leves e que, naquele momento, não havia indicação de encaminhamento hospitalar.
Inicialmente, a PF chegou a informar que a saída ocorreria a pedido do médico particular, mas atualizou a nota posteriormente, esclarecendo que a remoção dependeria de autorização judicial do STF.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também se manifestou nas redes sociais, relatando que o ex-presidente não sabe precisar por quanto tempo permaneceu desacordado após a queda. Ela afirmou que houve demora na realização dos exames necessários.
Jair Bolsonaro está custodiado em uma sala especial da Superintendência da Polícia Federal em Brasília desde 22 de novembro. Ele cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão, após condenação por tentativa de golpe de Estado.











