26 de novembro de 2020
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COVID-19

Brasil tem 4.256 casos e 136 mortes; tudo deve parar por 3 meses

Nesses meses, as escolas ficarão fechadas, e pode ser estendido ao período de mais 30 dias

O Ministério da Saúde apresentou no sábado (28.março) aos estados e municípios um “Plano de Ação da Quarentena” para os meses de abril, maio e junho, visando a reduzir a disseminação da Covid-19. O Brasil tem 4.256 casos confirmados e 136 mortes, segundo dados do Ministério da Saúde. 

O plano foi apresentado pelo ministro da Saúde, o sul-mato-grossense Luiz Henrique Mandetta. Conforme o ministro, será mantido a quarentena até o final de abril e serão aplicadas medidas de transição.

Nesses meses, as escolas ficarão fechadas, e pode ser estendido ao período de mais 30 dias. Nos próximos três meses o país estará no enfrentamento agressivo ao vírus e não devem ser retornadas as atividades comuns nesse período difícil. A medida visa proteger o máximo de vidas que for possível.   

Um levantamento britânico, que previu a situação enfrentada agora pelos EUA, que acaba de se tornar o epicentro de mortes por coronavírus, relacionou que caso nenhuma medida efetiva seja tomada no Barsil, haverá 181 milhões de infectados e mais de um milhão de mortes. Com a redução da distância social em até 42%, o número de infectados cai para até 114 milhões e 500 mil mortes. Ao intensificar o isolamento social o quanto antes, os números caíram pela metade podendo chegar a 11,45 milhões de infectados e 44 mil mortes.

Em São Paulo, há seis vezes mais mortes por dia do que a China. De acordo com o balanço feito pela Secretaria da Saúde, estão morrendo em média 7,5 pessoas por dia desde que o primeiro óbito foi registrado, no dia 17 de março. Em um intervalo similar, de 13 dias, a China teve uma média diária de 1,3 óbitos. Os dados são da Universidade Johns Hopkins. 

Na semana passada, o número de internações por insuficiência respiratória grave foi nove vezes a média histórica semanal para o período, segundo a Fiocruz. 2.250 pessoas foram internadas frente a média de 250 a 300 para os meses. Para os pesquisadores, muitos dos casos devem ser de Covid-19, disse o G1.

As mortes também não são registradas. Em uma manhã, a Época contabilizou 19 casos de mortes suspeitas no Cemitério Vila Formosa em São Paulo, o maior da América Latina. Enquanto os números oficiais registraram apenas 12 mortes no mesmo dia. Mesmo não sendo confirmados, os enterros são feitos com caixões lacrados e em apenas dez minutos, sem tempo para os familiares se despedirem.