17 de abril de 2024
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GUERRA | ORIENTE MÉDIO

Chanceler de Israel diz que 'brasileiros' apoiam massacre na Palestina e ataca Lula

Governo de Israel passou à atacar o presidente brasileiro com mentiras, após presidente apontar genocídio contra palestinos

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O ministro de Relações Exteriores do governo sionista de Israel, Israel Katz, usou uma imagem do ato de Jair Bolsonaro (PL) na avenida Paulista, ocorrido neste domingo (25.fev.24), para atacar o presidente Lula (PT) e, ainda disse, que os brasileiros apoiam o massacre do exército de Israel contra os palestinos. Veja o post: 

Como mostramos aqui no MS Notícias, o chanceler passou à atacar o presidente brasileiro com mentiras, após Lula criticar o massacre de mulheres e crianças palestinas e comparar o extermínio ao genocídio praticado por Adolf Hitler, ditador alemão algoz dos Judeus (maioria do povo em Israel). 

Em evento da Petrobras na 6ª feira (23.fev), Lula voltou a afirmar que o governo israelense está cometendo um “genocídio” em Gaza. “Se isso não é genocídio, eu não sei o que é” , declarou.

143 DIAS DE GUERRA 

Civis palestinos colaboram na busca de corpos e sobreviventes que permanecem sob os escombros de edifícios destruídos na Faixa de Gaza. - Foto: @pmofaCivis palestinos colaboram na busca de corpos e sobreviventes que permanecem sob os escombros de edifícios destruídos na Faixa de Gaza. - Foto: @pmofa

O governo de extrema direita de Benjamin Netanyahu havia matado 29.782 palestinos até 5ª.feira (23.fev.24). “Pelo menos 90 pessoas foram mortas e outras 164 ficaram feridas em ataques israelenses nas últimas 24 horas”, explicaram fontes médicas à Agência Wafa.  

Segundo o último relatório do ministério da Saúde palestino acessado pela reportagem, do total de pessoas mortas pelo exército de Israel na Faixa de Gaza, 12.300 eram crianças e 8.400 mulheres. As forças de Israel deixaram ainda mais de 69.737, incluindo pelo menos: 8.663 crianças e 6.327 mulheres. Outras 7 mil pessoas.  

GUERRA HOJE (26.FEV.24)

Os militares israelenses bombardearam e dispararam contra multidões de palestinos que esperavam a chegada de caminhões de ajuda alimentar à Cidade de Gaza, matando 10 pessoas.

Pelo menos 15 pessoas ficaram feridas no ataque, que ocorreu na noite de domingo na estrada costeira no norte da Cidade de Gaza. Eles foram transferidos para o Hospital al-Shifa, nas proximidades.

“Os relatos de que um bebê de dois meses morreu de fome em Gaza são horríveis”, disse a UNRWA, a agência da ONU para os refugiados palestinianos, numa publicação nas redes sociais.

Fotografias e testemunhos documentaram o exército israelita a atacar duas irmãs palestinianas, matando uma delas, enquanto procuravam alimentos em terras agrícolas em Beit Lahiya, no norte da Faixa de Gaza.

O gabinete de guerra israelita aprovou um plano militar para “fornecer assistência humanitária” na Faixa de Gaza.

Uma ofensiva militar de Israel contr a cidade de Rafah, onde milhões de Palestinos estão 'encurralados', no extremo sul de Gaza , poderá ser “adiada” se for alcançado um acordo para uma trégua de semanas entre Israel e o Hamas , disse o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu no domingo (25.fev.24). 

PLANO MACABRO DE NETANYAHU

Analistas políticos dizem que a estretégia política de Netanyahu faz parte de um plano mais amplo para despovoar Gaza e prolongar a sua sobrevivência política, já que muitos prevêem que ele será afastado do seu posto após a guerra.

Mas os líderes mundiais alertaram que um ataque em grande escala a Rafah é uma “linha vermelha”.

Rafah é a última cidade no território palestino. Netanyahu quer usar o massacre para empurrar o povo ao outro lado da fronteira. 

Até o momento, Israel matou 28 mil palestinos, a maioria crianças e mulheres exterminadas.  

“A máquina de guerra israelense está atacando Rafah com intenções genocidas”, disse Omar Rahman, especialista em Israel-Palestina do think tank Conselho do Médio Oriente para Assuntos Globais.

Apesar da próximidade com o Egito, entrar no país afrinano não é simples, pois há um custo alto: “Neste momento é muito caro para qualquer um tentar e ter recursos para entrar no Egito. Requer cerca de US$ 5.000 e poucas pessoas têm esse tipo de dinheiro", explicou Haneen Rizk, funcionária da Agência de Ajuda às Nações Unidas (UNRWA), que fornece educação, cuidados de saúde e outros serviços de ajuda aos refugiados palestinos nos territórios ocupados e nos estados vizinhos.  

Desde o início da guerra, o Presidente do Egito, Abdel Fattah el-Sisi, declarou publicamente que não receberá refugiados palestinos por receio de que isso “acabaria com a causa palestina” e ameaçaria a segurança nacional do Egito. O líder egípcio apelou a um cessar-fogo para evitar uma catástrofe humanitária que poderá complicar ainda mais as suas relações diplomáticas com Israel.

FONTE: AL JAZEER