27 de setembro de 2020
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Chocolate diz que é perseguido por integrantes do PP

Alan Diógenes e Heloísa Lazarini

O vereador Chocolate (PP) declarou que se sente perseguido pelo Partido Progressista depois de ter votado a favor do pedido de abertura da Comissão Processante que irá investigar supostas irregularidades cometidas pelo prefeito Alcides Bernal podendo levá-lo à cassação.

Segundo Chocolate, além da perseguição, o partido em si assim como seu presidente municipal, o vereador Cazuza, tem atuado de forma desrespeitosa em relação ao vereador. "Me sinto perseguido e mais uma vez estão me tratando com falta de respeito, pois o Cazuza até agora não veio conversar comigo, mas fica dando declarações à imprensa sobre meu futuro político", afirma Chocolate.

A situação de Chocolate se agravou depois da votação contrária ao prefeito. O vereador, há alguns meses, sinalizava o desgaste de sua relação com o prefeito, e agora cogita inclusive a possibilidade de sair do partido. O mais recente golpe de Bernal contra Chocolate foi a demissão de sua esposa. Nubia Ferreira Duarte, publicada no Diário oficial de ontem. "Soubemos pela imprensa, isso mostra como ele trata aqueles que tentam ajudá-lo. Eu tentei, mas acabei me afastando quando percebi que era tratado como um secretário de Bernal", explica o vereador.

Nubia era inicialmente membro do Instituto Mirim e depois de formada passou a trabalhar no Inmetro. Quando Bernal assumiu, a esposa de Chocolate foi convidada a trabalhar como assessora técnica da prefeitura, cargo do qual foi desonerada ontem.

Chocolate agora segue de forma independente na Casa de Leis e promete que irá trabalhar para legitimar e fortalecer seu mandato de vereador. "Deixei o prefeito por ele não respeitar meu mandato de vereador e meus eleitores", diz Chocolate.