25 de fevereiro de 2026
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FRAUDE BANCÁRIA -

CPI do Crime Organizado convoca donos do Banco Master, Campos Neto e Paulo Guedes

As investigações do colegiado apuram supostas fraudes financeiras com valores calculados entre R$ 17 bilhões e R$ 50 bilhões

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado aprovou novas convocações nesta 4ª feira (25.fev.26).

O colegiado do Senado determinou o comparecimento obrigatório de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

O ex-ministro da Fazenda Paulo Guedes e o ex-presidente do Banco Central (BC) Roberto Campos Neto também foram convocados.

A sessão aprovou ainda a quebra dos sigilos bancário e fiscal do Banco Master e de executivos ligados a Vorcaro.

A medida atinge também a Reag Investimentos, empresa liquidada pelo BC sob suspeita de integrar o esquema.

As investigações do colegiado apuram supostas fraudes financeiras com valores calculados entre R$ 17 bilhões e R$ 50 bilhões.

O presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), declarou que a comissão inicia uma nova fase de apurações.

Segundo o parlamentar, o objetivo agora é expandir as investigações para atingir os grandes esquemas do sistema financeiro.

A CPI aprovou convites, que não possuem caráter obrigatório, aos ministros do STF Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.

Também foram convidados os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Gabriel Galípolo (BC), além do ex-ministro Guido Mantega.

Os ex-ministros da Cidadania do governo passado, João Roma e Ronaldo Bento, tiveram convocações obrigatórias aprovadas.

Parlamentares governistas justificaram as convocações apontando possíveis indícios de ligação dos ex-ministros com Daniel Vorcaro.

A base aliada também argumenta que políticas de desregulamentação do mercado financeiro teriam facilitado as fraudes.

A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) destacou que o banco investigado obteve autorização de funcionamento durante a gestão de Campos Neto.

Por outro lado, senadores da oposição criticaram duramente a inclusão dos ex-integrantes do governo Bolsonaro.

Parlamentares como Marco Rogério (PL-RO) e Sergio Moro (União-PR) classificaram os requerimentos como manobras de uso político-eleitoral.

Moro argumentou que não há registros públicos ou indícios que vinculem Paulo Guedes e Roberto Campos Neto ao Banco Master.

Durante a mesma sessão, a comissão rejeitou pedidos de convocação para outras duas pessoas citadas nos requerimentos.

Foram poupados a administradora Letícia Caetano dos Reis e o ex-ministro do Trabalho e Previdência, José Carlos Oliveira.