17 de abril de 2024
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EXTREMA DIREITA

Depoimento de 3h de Valdemar Costa Neto é incógnita para Bolsonaro

Apesar de dizer que 'não cometeram crimes'na trama golpista, os extremistas de direita estariam temerosos sobre o que Costa Neto disse aos federais. 

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O condenado do mensalão e presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar da Costa Neto depôs por 3h à Polícia Federal (PF) na 5ª.feira (22.fev.24).

Costa Neto é um dos políticos suspeitos de atuar na tentativa de golpe para manter o ex-presidente inelegível Jair Bolsonaro no poder. 

Diferente de Bolsonaro, que esteve na sede da PF, mas ficou em silêncio, Costa Neto falou por horas a fio. E, somente o fato de ele não ter ficado em silêncio, é apontado como incógnita à Bolsonaro e seus aliados.

Apesar de dizer que ‘não cometeram crimes’ na trama golpista, os extremistas de direita estariam temerosos sobre o que Costa Neto disse aos federais. 

O questionamento foi proposto pelo jornalista Ricardo Noblat, em sua coluna no portal Metrópoles. "Tão cedo se saberá o que Costa Neto disse em mais de três horas de depoimento à Polícia Federal. Mas é improvável que ele tenha jogado mais lenha na fogueira onde Bolsonaro está sendo frito. Bolsonaro é um ativo político no qual Costa Neto investiu uma fortuna", observou o comunicador.

Por outro lado, O Globo, contou que supostamente investigadores não teria conseguido nada relevante com os aliados de Bolsonaro que se dispuseram a falar, como o presidente do PL e o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, que mentiram e não contribuíram em nada na investigação. O Globo sustenta, ainda, que os depoimentos foram “evasivos” e “sem dados a acrescentar”.

Como mostramos aqui no MS Notícias, o ex-presidente golpista e seus aliados foram delatados por Mauro Cid, ex-ajudante de ordens que quando preso, fechou um acordo de delação premiada com a Polícia Federal (PF).  

QUEM FALOU E QUEM NÃO

A PF realizou 23 entrevistas como parte da investigação sobre uma tentativa de golpe de Estado no Brasil. Apenas oito entrevistados prestaram depoimento, enquanto quinze optaram por permanecer em silêncio.

Os que ficaram em silêncio são Jair Bolsonaro e os generais de seu governo: Walter Braga Neto, ex-ministro-chefe da Casa Civil, Augusto Heleno, ex-ministro-chefe do GSI, Paulo Sérgio Noronha, ex-ministro da Defesa, Mário Fernandes, ex-número dois da Secretaria Geral da Presidência, e o almirante Almir Garnier, ex-comandante da Marinha.

Aqueles que falaram incluíram o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, o ex-assessor de Assuntos Internacionais da Presidência Filipe Martins, o ex-assessor Tércio Arnaud, o assistente do Comando Militar Sul Bernardo Romão Correa Netto e o coronel da reserva Cleverson Ney Magalhães.