05 de dezembro de 2020
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PREJUDICADO

Deputado reclama de falta de estrutura para investigar Energisa em MT

Elizeu Nascimento revelou que até o momento Assembleia Legislativa não "liberou" uma sala para armazenar documentos e denúncias de abusos na cobrança da tarifa de energia

O deputado estadual Elizeu Nascimento (DC) reclamou das dificuldades enfrentadas pelos parlamentares mato-grossenses na condução da “CPI da Energisa” – que apura supostas irregularidades na cobrança da tarifa aos consumidores de Mato Grosso. A Energisa é a concessionária que realiza o fornecimento de energia elétrica no Estado.

Em entrevista ao Jornal do Meio Dia na última semana de 2019, Elizeu Nascimento contou que os trabalhos internos da CPI – como levantamento e classificação de dados, denúncias, requerimentos etc -, conta com apenas 3 servidores da Assembleia Legislativa (AL-MT).  

“Nós temos feito um trabalho em meio às dificuldades dentro da Assembleia. Temos dificuldade desde a disponibilização de estrutura humana da casa para poder nos colocar a uma condição legítima de fazer essa CPI. Mas hoje nós temos 3 servidores. Eram 4”, reclamou ele.

O deputado estadual, que preside os trabalhos da CPI, revelou ainda que as investigações também carecem de estrutura física. “A sala que nós solicitamos até o momento não foi disponibilizada para nós arquivarmos todas as denúncias e documentos que nós temos recebido”, conta ele.

A Energisa vem sofrendo várias críticas em relação à cobrança da tarifa aos consumidores do Estado. A própria concessionária já admitiu que não realiza a leitura do consumo de maneira 100% presencial a partir dos medidores de energia (relógios) instalados nas residências e nos estabelecimentos comerciais.

Nesse sentido, mesmo com as dificuldades encontradas pela CPI na AL-MT, Elizeu Nascimento também informou que uma das denúncias contra a Energisa – relativa à perícia dos medidores de energia -, são realizadas sem a assinatura do profissional responsável do Instituto de Pesos e Medidas de Mato Grosso (IPEM). As perícias nesses equipamentos são solicitadas pelos clientes que desconfiam do valor cobrado da tarifa pelo consumo energético.

Em reunião ordinária realizada pela CPI no início de dezembro de 2019, a superintendente do Procon em Mato Grosso, Gisela Simona, disse que o número de reclamações contra a concessionária saltou de 5.359 em 2015 para 8.285 neste ano.

A “CPI da Energisa” conta com os deputados estaduais Carlos Avallone (PSDB), relator dos trabalhos, com Thiago Silva (MDB), que ocupa a vice-presidência, e também com Paulo Araújo (PP) e DR. Eugênio (PSB) como membros titulares – além de Elizeu Nascimento, presidente da comissão.