15 de abril de 2026
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DIREITOS TRABALHISTAS

Lula tem aval da CCJ para fim da escala 6x1; extrema direita trava medida pró-trabalhador

Presidente quer pôr fim ao sistema escravagista de trabalho, mas a extrema direita não gosta do povo trabalhador

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso nesta 4ª feira (15.abr.26) a proposta que prevê o fim da escala 6x1modelo escravagista atual em que o trabalhador atua seis dias seguidos para descansar apenas um. A iniciativa, apresentada nesta semana, tenta alterar a lógica da jornada atual, hoje limitada a 44 horas semanais.

No mesmo dia, a discussão avançava na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. O relator Paulo Azi (UB) leu parecer favorável ao andamento de duas propostas de emenda à Constituição que tratam da redução da jornada.

Mas a tramitação parou ali.

Logo após a leitura, o deputado tucano da extrema direita Lucas Redecker apresentou um pedido de vista — instrumento regimental que adia a votação. A solicitação foi aceita pelo presidente da comissão, Leur Lomanto Júnior (UB).

O bolsonarista Lucas Redecker barra proposta de Lula do Fim da Escala 6x1 que reduz exploração do trabalhador no Brasil.  (Divulgação/Facebook)   O bolsonarista gaúcho Lucas Redecker barra proposta de Lula do fim da escala 6x1, medida que visa reduzir a exploração do trabalhador no Brasil. Foto: Arquivo/Facebook   

Redecker integra a oposição ao governo Lula e atua em sintonia com setores da extrema direita no Congresso, que têm feito resistência a mudanças nas regras trabalhistas. O adiamento, na prática, interrompe o avanço imediato das propostas.

O parecer analisado trata de duas PECs. Uma delas é da deputada Erika Hilton, que propõe jornada de quatro dias por semana. A outra, do deputado Reginaldo Lopes, reduz a carga para 36 horas semanais, com transição ao longo dos anos.

Na CCJ, o debate ainda não entra no mérito. A análise é técnica — verifica apenas se os textos respeitam a Constituição. Segundo o relator, cumprem os requisitos para seguir adiante.

A discussão de fato, com impacto econômico e mudanças práticas, fica para a próxima etapa.

Com o pedido de vista, esse calendário é empurrado. E o tema, que envolve diretamente a rotina de milhões de trabalhadores, segue sem definição no Congresso.