20 de outubro de 2020
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Deputados deixam rivalidade política de lado e concordam que Bernal poderia ter feito mais por Campo

Próximo ao início da sessão de julgamento do prefeito Alcides Bernal (PP), os deputados estaduais de Mato Grosso do Sul deixam de lado suas rivalidades e políticas e concordam em gênero, número e grau quando o assunto são os erros políticos cometidos por Bernal. Tucanos, peemedebistas e até mesmo os petistas admitem que Bernal falhou na administração da Capital e que ele pecou pela falta de diálogo político. O deputado estadual pedro Kemp (PT) afirma que o prefeito Alcides Bernal (PP) perdeu a oportunidade de expandir a base dele no dia 26 de dezembro, quando foi suspensa por liminar a sessão de julgamento da Comissão Processante.  Por essas e outras, Kemp se diz pessimista em relação á sessão de hoje e teme pela cassação do prefeito. "Naquela sessão, ele deveria ter tentado minimizar a situação junto aos vereadores para ter um grupo de apoio e ele não fez isso. Governador uma cidade sem apoio é impossível", afirma. Kemp destaca que o grande erro de Bernal foi não ter dado ouvidos aos seus aliados. O deputado cita o exemplo do vereador Alex, do senador Delcídio do Amaral e do deputado federal Vander Loubet, ambos do PT, que, segundo Kemp, tentaram por diversas vezes aconselhar e ajudar o prefeito. "Todos eles tentaram conversar com Bernal várias vezes para ajudar, mas não fora ouvidos", afirma. Já o deputado estadual Eduardo Rocha (PMDB) afirma que Bernal, de fato, não administrou a cidade como deveria e por isso pode ser penalizado com a cassação. "Agora vai da consciência de cada vereador. Se os vereadores encontraram irregularidades eles têm o direito de ir atrás da verdade", afirma.  A deputada tucana, Dione Hashioka, defende que sendo cassado ou não esse impasse precisa terminar. "Isso não é justo com Campo Grande, a cidade não está em boas condições e merece alguém que queria trabalhar por ela." Dione afirma que Bernal teve oportunidade para ampliar a base de apoio e melhorar a cidade, mas não o fez. Heloísa Lazarini e Tayná Biazus