22 de julho de 2026
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EXTREMISTA DE DIREITA

Devendo R$ 4,9 milhões ao Brasil, influencer bolsonarista compra mansão nos EUA

Aliado de Eduardo Bolsonaro diz que imóveis na Flórida são financiados

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O influenciador Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho, conhecido apenas como Paulo Figueiredo, aliado de Eduardo Bolsonaro e investigado por atuar nos Estados Unidos em articulações contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), comprou uma mansão de US$ 1,2 milhão (R$ 6,1 milhões) na Flórida, nos Estados Unidos da América (EUA). Ao mesmo tempo, porém, Figueiredo acumula uma dívida de R$ 4,9 milhões com a União brasileira.  

A compra foi revelada pela Agência Pública e pelo ICL Notícias.

Conforme os jornais, Figueiredo tem ao menos duas propriedades na Flórida, avaliadas em cerca de R$ 11,6 milhões.

Segundo a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), o influenciador foi inscrito na Dívida Ativa da União por autuações relacionadas a um esquema para blindar empresas de fiscalizações da Receita Federal.

Figueiredo também foi condenado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ao pagamento de multa de R$ 102 milhões por fraudes financeiras envolvendo um empreendimento hoteleiro no Rio de Janeiro.

Nos últimos anos, ele se tornou um dos principais articuladores da extrema direita bolsonarista nos Estados Unidos. Ao lado de Eduardo Bolsonaro, participou de reuniões em Washington para defender sanções do governo Donald Trump contra autoridades brasileiras e ministros do STF.

Os dois também foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por coação no curso do processo, sob a acusação de tentar influenciar o julgamento da ação sobre a tentativa de golpe de Estado.

A mansão adquirida por Figueiredo fica em Clermont, foi comprada em novembro de 2025 e possui seis quartos, piscina, jacuzzi e área construída de 515 metros quadrados. 

Os jornais localizaram outra casa do influenciador em Weston, colocada à venda neste ano por cerca de R$ 5,5 milhões.

Em resposta, Figueiredo afirmou que os dois imóveis são financiados e disse que os valores não representam seu patrimônio. Também declarou que não deve explicações sobre seus bens à imprensa e ameaçou recorrer à Justiça americana caso considere que haja informações falsas publicadas.