24 de setembro de 2020
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Empresa de chefe da Secom ganhou menos no governo Temer

Justiça deu cinco dias para chefe da Secom de Bolsonaro se explicar sobre benefícios a própria empresa

Cliente da empresa de Fabio Wajngarten foi o que mais recebeu verbas da Secom. A agência de publicidade Artplan recebeu R$ 70 milhões entre abril e dezembro de 2019 — 36% mais do que o pago no mesmo período do ano anterior. Antes de Fabio comandar a Secom, a agência Calia Y2 era a número um com receita de R$ 92,6 milhões em 2018. Em 2019 ela obteve R$ 57,1 milhões, quase 40% menos, isso é no governo de Michel Temer. 

O chefe da Secom é sócio de empresa que tem contratos com emissoras de televisão e agências de publicidade que atendem o governo.

A Justiça do Distrito Federal deu um prazo de cinco dias para Wajngarten explicar a relação da sua empresa com os contratos da Secom. O PSOL entrou com uma ação que pede o afastamento do secretário, segundo o Congresso em Foco. 

"É imprescindível a oitiva da parte contrária, antes de apreciar o pleito de suspensão liminar do alegado ato lesivo impugnado. Assim, deixo para apreciar o pedido liminar após oportunizar manifestação prévia dos réus no prazo de 05 (cinco) dias úteis", determinou a juíza federal da 1ª Vara da Justiça do Distrito Federal, Solange Salgado.

O presidente Jair Bolsonaro, contudo, já afirmou que, se depender da sua vontade, Fabio Wajngarten vai continuar integrando o governo. "Se for ilegal, a gente vê lá na frente. Mas, pelo que eu vi até agora, está tudo legal com o Fabio. Vai continuar, é um excelente profissional", afirmou o presidente na última quinta-feira (16).

Fonte: Congresso em Foco.