26 de setembro de 2020
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Ex-prefeito de Itaporã é alvo de investigação do Ministério Público

O ex-prefeito de Itaporã - distante 225 km de Campo Grande - Marcos Antonio Pacco  (PMDB) é alvo de investigações do MPE (Ministério Público Estadual), que instaurou na última sexta-feira, Procedimento Preparatório para apurar possíveis infrações cometidas por ele durante sua gestão (2008-2012) que são enquadradas em crime de responsabilidade fiscal.Embora o procedimento tenha sido instaurado este ano, o ex-prefeito tem sido alvo de denúncias da população de Itaporã e das promotoras de justiça do município desde sua primeira gestão, que teve início em 2004. Pacco é suspeito de deixar a prefeitura de Itaporã com dívida de mais de R$ 11 milhões. Segundo documentos, o ex-prefeito contraiu uma dívida em nome da prefeitura de R$ 9,2 milhões junto ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e junto à Sanesul (Empresa de Saneamento do estado de Mato Grosso do Sul) de R$ 2,3 milhões. Não quitar dívidas não é a única irregularidade praticada pelo ex-prefeito. No final de seu último mandato,  Pacco foi obrigado pelo promotor de Justiça, Juliano Albuquerque, a demitir 13 servidores municipais. Os cargos vão desde serviços gerais ao primeiro escalão. Conforme notificação do MPE, Pacoc estava praticando nepotismo. Entre os contratados estavam a esposa do ex-prefeito, Lurdes Brandina Pacco, que trabalhava como gerente de Assistência Social e, sua irmã, professora Denise Pacco. Outro que também fazia parte do primeiro escalão do município, era Estéfano Gonella, que não é parente de Marcos, mas é irmão do vereador Luciano Gonella (DEM), o que também caracteriza nepotismo cruzado. Outra peripécia de Pacco ocorreu em 2005. Em julho deste ano, o então prefeito de Itaporã foi cassado por determinação do juiz Bonifácio Hugo Rausch, da 37ª Zona Eleitoral de Itaporã, que acatou a denúncia, impetrada pelo diretório municipal do PTB, de que Pacco havia praticado abuso de poder econômico. Pacco havia vencido as eleições em 2004. Embora tenha conseguido se livrar da cassação, Pacco não se livrou do hábito de praticar irregularidades e deixou a prefeitura de Itaporã em 2012 coberta de dívidas. Heloísa Lazarini