24 de novembro de 2020
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Homem é retirado da Câmara e confusão começa do lado de fora

Diana Christie, Tayná Biazus e Heloísa Lazarini

Ademir Souza se exaltou após a instauração da Comissão Processante que investigará a administração do prefeito de Campo Grande Alcides Bernal (PP) dentro do plenário da Câmara e precisou ser retirado do local pelos guardas municipais. Mesmo com vários pedidos do presidente da sessão vereador Mário César (PMDB) por ordem, o homem continuou a acusar os parlamentares de roubo e corrupção.

O presidente da comissão de direitos humanos da OAB, Joatan Loureiro está acompanhando o rapaz e afirmou que a atitude de Ademir não configura ato criminoso. Segundo ele, o manifestante agiu com emoção. “Foi um ato de indignação por que ele se exaltou demais”, explicou.

O funcionário da Assembleia Legislativo Alex de Oliveira que estava do lado de fora do plenário saiu em defesa de Ademir. “A guarda municipal tem que deixar ele se manifestar porque essa é a casa do povo”, disse indignado.

Ademir conta que mora na cidade de Amambai, mas já viveu durante 28 anos no bairro das Moreninhas. Segundo ele, os vereadores vão até os bairros na época de campanha e depois esquecem de quem os elegeu e comparou a processante com o golpe militar que aconteceu no Paraguai.

“O Chocolate (vereador da base do prefeito que votou a favor da processante) nasceu na periferia. Ele tem família na periferia. Ele, mais que ninguém, devia ter tido consciência na votação”, alegou. Ademar também acusa o governado André Puccinelli de ser o responsável pelo resultado da votação.

Um carro de som chegou do lado de fora da Câmara Municipal e vários manifestantes estão usando um microfone para declararem seus descontentamentos.