22 de junho de 2021
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Mesmo com as críticas ao prefeito, base aliada se mantém contra CPIs

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Nem mesmo a fala contundente de Mario Cesar a respeito da inércia e inépcia do prefeito Gilmar Olarte, bastou para a base aliada se decidir por apoiar a criação de, ao menos uma das três Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI) que aguardam poucas assinaturas para poderem ir para análise.

Sem querer prestar declarações diretas, os vereadores preferem dizer que os trâmites estão sendo seguidos, de acordo com o regimento interno, e os convites para que os secretários compareçam para prestar esclarecimentos têm sido aceitos.

Ainda que os secretários não tenham entregue todos os documentos solicitados, e poucas informações a respeito de porque sobra dinheiro para tapa-buracos enquanto para outros setores míngua ou não existe, os vereadores preferem apostar e acreditar que, blindando o prefeito permitem que ele possa desenhar uma administração eficiente.

Questionado, o vereador Vanderlei Cabeludo, líder do PMDB, disse que CPI é uma coisa que não pode ser feita por empolgação. Segundo Vanderlei, o Tribunal de Contas, ou o Ministério Público podem resolver. Para ele, o momento é de fazer com que aconteçam os projetos, que sejam realizados os trabalhos que precisam ser realizados e que, por vezes, a CPI pode ser um tiro no pé.

“Acho que nem a CPI do tapa-buraco é necessária, isso o Ministério Público resolveria na hora. Tem que sumir com essa empresa, E quando você vê que ela ganha mais um contrato, é um absurdo. Em minha opinião, eu baniria essa empresa dos negócios com a Prefeitura”, disse o vereador.

Mudança

Com a maioria dos vereadores pegos se surpresa com a fala do presidente da Câmara de Campo Grande, Mario Cesar (PMDB), que cobrou ações concretas do governo Gilmar Olarte, parece que rompeu-se o vínculo de apoio irrestrito que o executivo tinha com aquela Casa de Leis.

Talvez o único a guardar posição nesse front de batalha é o líder do prefeito, Edil Albuquerque, que em aparte tomou todo o último tempo de Mario Cesar e atribui o discurso não ao presidente da Câmara, mas como se ele tivesse falado na condição de vereador, desvinculado do cargo.