23 de setembro de 2020
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Nem o PT acredita que Dilma poderá resolver questão indígena em MS

O deputado federal Antônio Carlos Biffi (PT) está sem esperanças em relação à reunião entre representantes de Mato Grosso do Sul e o ministro da justiça José Cardozo que acontecerá na próxima quinta-feira em Brasília. “Eu já participei de 50 reuniões dessas. Não aguento mais isso. Ainda não recebi o convite, mas se precisar eu vou”, declarou.

O parlamentar conta que não sabe quem é o responsável por travar as negociações já que estava tudo certo para que a União comprasse as terras onde há conflitos entre produtores rurais e índios. “Eu não sei bem onde parou o problema. Estava tudo encaminhado e de repente empacou. Acho que é porque não pode comprar terras indígenas. Se houver estudo antropológico avançado, só pode indenizar. Você não pode comprar uma área que é sua. Parece que é isso. Em Tocantins, compraram porque não é terra indígena”, afirmou.

Em resposta, o proprietário da fazenda Buriti, Ricardo Bacha, defende que as áreas ocupadas pelos índios na região não pertencem à União. “A justiça já decidiu que a região do Buriti não é indígena. Os estudos antropológicos foram descartados pela justiça. Esses estudos foram forjados pela Funai (Fundação Nacional do Índio)”, argumentou.

Bacha defende que os produtores rurais estão dispostos a negociar. Segundo ele, falta compromisso por parte da União que tem até o dia 30 de novembro para dar uma resposta final. “O Governo Federal que não está conseguindo cumprir o que eles mesmos vieram aqui e prometeram em nome da presidente Dilma (Rousseff, PT)”, finalizou.

Diana Christie