16 de junho de 2021
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Editorial

Olarte, o fazedor de desculpas e seus auxiliares

“Se não tem pão, que comam brioches” (frase atribuída à Maria Antonieta que insuflou mais ainda o povo antes da Revolução Francesa). Colocada aqui não sem sentido.

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Gilmar Olarte (sem partido e sem quem lhe queira), escolha ruim de Bernal, atribuiu todos os problemas atuais pelos quais atravessa Campo Grande aos ex-prefeito Nelson Trad Filho (PMDB) e ex-governador André Puccinelli, e deu um tiro no próprio pé: “É hora de quem ama Campo Grande trabalhar por Campo Grande”. Se a Câmara de vereadores da Capital, que vem dedicando grande parte de seu tempo criando desculpas na defesa do prefeito, levar a frase ao pé da letra….

Na história do Brasil, dez vices assumiram o posto, mas neste momento é bom lembrar de Delfim Moreira assumiu o posto do presidente Rodrigues Alves, que morreu vitimado pela gripe espanhola. Delfim sofria de esclerose múltipla (doença que incapacita o indivíduo), por isso seu governo foi tutelado por ministros que faziam reuniões de faz-de-conta com o presidente….

Pois assim está, falar do desgoverno Gilmar Olarte é tratar com reticências. Saber que ele, enquanto desgoverna, busca pinçar no hibridismo de seu secretariado alguém que consiga dar uma aparência de administração à sua gestão. E vai tropeçando numa divisa inversa da paulista “non ducor, duco” com o seu “não conduzo, sou conduzido”.

Para quem sempre gravitou no universo da política, sem nunca conseguir fazer parte dele, mas na busca de algum realce, fez de tudo. Foi vereador (até nisso sua página no Wikipédia mente – diz que assumiu por duas legislaturas, quando na verdade assumiu apenas em uma ocasião, como suplente, no lugar de Rinaldo Modesto), e isso tem que constar de seu currículo porque, exceto os cabos eleitorais carreados entre os irmãos de fé que tiveram que se sublevar para conseguir receber algum pagamento, ninguém mais lembra.

Olarte teve sua oportunidade quando, por falta de nomes, Alcides Bernal, acreditando que vice não serve nem para dar nome à rua, o escolheu. Pronto, subiu no tijolo e resolveu que poderia fazer discurso. Tramou com o seu primeiro grande auxiliar: Ronan Feitosa. Deu no que deu, e o Gaeco pode explicar, e se não deu mais é porque seu auxiliar está foragido da justiça. Depois apostou no companheiro de caminhadas, irmão de fé e de dízimos, Valtemir Alves de Brito, o secretário municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação, que tantas “não” fez, e quando fez estava errado. Dai, partiu para outro tutor, que traz no currículo pouco de relevante, exceto o sobrenome.

Olarte, enfim, vive seu universo de “prima donna”, distante da realidade. “Se não há saúde, que o povo não adoeça”; “se não existem obras, inauguram-se maquetes”. Servidores públicos concursados, são apenas serviçais, para a festa eu quero é a presença dos meus 1045 convidados….

E a corda estoura no lado mais fraco. Terminado esse período, que muito se duvida que vá até 31 de dezembro de 2016, interrompido que pode ser por glória da Justiça, Olarte terá como melhor opção no momento, o limbo. Seus secretários, já com as burras cheias, um outro ponto onde se escorar. Resta saber aonde estarão, dos vereadores, seus três líderes na Câmara; o oficial, Edil Albuquerque (PMDB) e outros dois; e todos os outros senhores da blindagem e corresponsáveis pela devastada Capital.

O governo Olarte, não bastassem os aloprados, é um governo de reticências….