27 de setembro de 2020
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SALÁRIO

Pagamento do 13º no dia 20 pela Prefeitura injeta R$ 102 milhões na economia da Capital

Marquinhos Trad paga servidores e desfaz negativismo de quem apostou em atrasos na folha

Os aproximadamente 24,5 mil servidores públicos municipais da ativa, pensionistas e inativos terão na próxima sexta-feira, 20, à sua disposição, o dinheiro do 13º salário. Com os cerca de R$ 102 milhões que serão depositados e sacados na rede bancária, toda a cadeia econômica de Campo Grande ganha um substancial oxigênio, graças ao crescimento do volume de compras e negócios comuns neste período.

Para quem duvidava da certeza do prefeito de Marquinhos Trad (PSD) de que as folhas de final de ano seriam cumpridas dentro dos prazos regulares, esta notícia é surpreendente, em razão das graves dificuldades financeiras que esfolam o caixa dos municípios e limitam drasticamente sua capacidade de arcar até com alguns custos elementares da administração. Segundo o secretário de Finanças e Planejamento, Pedro Pedrossian Neto, uma das garantias da política pública de controle financeiro e fiscal foi manter asa contas sob controle.

CRISES

 

O prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad e o secretário de Finanças e Planejamento, Pedro Pedrossian Neto. Foto: Reprodução. 

“Não é nada fácil para uma gestão municipal honrar compromissos dessa natureza em um cenário de crises acumuladas no mundo e no país, com queda de receitas e escassez de recursos”, diz Pedrossian Neto. Ele afirma que assegurar o pagamento do 13º era a maior prioridade do prefeito no fechamento do exercício. E a mesma determinação aponta o empenho do prefeito em seguir cumprindo o calendário para pagar, em janeiro, os salários de dezembro até o quinto dia útil. A folha do funcionalismo está entre R$ 130 milhões a R$ 135 milhões.

Um dos motivos pelos quais as finanças locais vivem asfixiadas está no conjunto de demandas represadas e no atendimento em saúde aos pacientes que diariamente chegam do interior. “O nosso orçamento na saúde é grande, desproporcional com outras capitais, é relativamente maior. Nós absorvemos boa parte dos pacientes do interior”, assinala Pedrossian Neto, referindo-se a uma prática conhecida também como ambulancioterapia. “Tem um pouco disso, sim”, reconhece.  

CRIATIVIDADE

O secretário de Finanças e Planejamento, Pedro Pedrossian Neto. Foto: Reprodução. 

Para enfrentar tantos compromissos, Pedrossian Neto salienta que o prefeito tem demonstrado predicados determinantes, entre os quais a criatividade, o foco nas demandas prioritárias e a responsabilidade na gestão financeira e orçamentária. “Assim conseguimos manter o gasto com pessoal e custeio sob controle. Buscamos sempre corrigir rotas, eliminar distorções. Sempre procuramos racionalizar gastos com pessoal e custeios, fazemos revisões de contratos, corte de supérfluos”, descreve.

O secretário destaca ainda a imaginação para governar otimizando as possibilidades de melhoria da receita, sem arrocho do contribuinte, embora com o cuidado de não permitir evasões tributárias com intervenções como o aperto na fiscalização do Imposto Sobe Serviços (SS). Também criativas foram as ações e programas para atrair os contribuintes. Um deles, o Refis, fechou neste ano com sucesso, apurando um saldo de R$ 15 milhões.  

“A diferença está na criatividade para fazer investimentos em épocas complicadas”, completa. Ele cita outro exemplo para explicar como a Prefeitura consegue pagar as contas essenciais e realizar tantas obras em todas as regiões da cidade. Exemplifica com a revitalização e requalificação da Rua 14 de Julho, financiada por recursos de um empréstimo do banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O interessante é que o empréstimo, em vez de desembolso financeiro, teve como contrapartida do Município o compromisso da retomada e execução dos projetos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) que estavam paralisados.