05 de agosto de 2020
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Parlamentares atribuem violência nas escolas à ausência da família

Diana Christie e Tayná Biazus Durante a sessão da Assembleia Legislativa de hoje, parlamentares usaram a palavra livre para discutir a violência nas escolas. O debate acontece após uma tragédia na Vila Borbon, onde uma adolescente tirou a vida de uma colega após uma briga em frente à escola. “Na minha época, quando o professor falava, os alunos ficavam em silêncio”, afirmou saudoso o deputado professor Rinaldo (PSDB). Segundo ele, jogos violentos e noticiários que privilegiam o noticiário policial “afloraram a falta de respeito e a inversão de valores”. O deputado também recordou outras tragédias que ocorreram na Capital envolvendo o ambiente escolar e seus atores sociais. Rinaldo defende que a violência acontece em todas as classes sociais, mas o que define o caráter das pessoas é a base familiar. O deputado Pedro Kemp (PT) endossou o discurso de valorização à família no combate à violência. De acordo com ele, a família precisa impor limites. Enquanto isso, a sociedade pode pensar em ações para remediar a situação. A presidente da Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia, deputada Mara Caseiro (PT do B), reafirmou que as escolas precisam de uma equipe multidisciplinar contendo psicólogos e assistentes sociais, para fazer esse resgate da família. Além disso, ela defendeu um policiamento diferenciado que poderia evitar tragédias. Deputado Rinaldo concluiu sua fala declarando que a religiosidade poderia auxiliar a convivência entre os alunos e delegou ao executivo, a obrigação de elaborar projetos que incentivem a paz nas escolas.