08 de agosto de 2020
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Polícia Civil deixa a desejar em coletiva sobre assassinato do delegado Paulo Magalhães

Tayná Biazus

Na manhã de hoje, na sede do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Assalto de Banco, Roubo e Sequestro), aconteceu uma coletiva esclarecedora sobre o assassinato do delegado aposentado Paulo Magalhães Araujo.

As investigações estão na fase final de conclusão, porém muita coisa não foi esclarecida ainda. O principal objetivo da coletiva foi retomar alguns pontos já ditos antes. “Estamos aqui hoje, para esclarecer mais uma vez o que está acontecendo. A imprensa está divulgando matérias errôneas e isso está dificultando nosso trabalho. A investigação segue em sigilo e a maioria do que foi divulgado está incorreto”, lembrou o delegado titular Alberto Vieira Rossi.

Até o momento estão presos dois suspeitos do crime, José Moreira Freires, vulgo Zezinho e quem atirou no delegado, e Antônio Benites Cristaldo. Em coletiva, foi colocado à imprensa que esses dois indivíduos estão com a prisão temporária decretada e que todas as provas do crime que foram colhidas até o momento levam a culpa do crime a esses dois indivíduos. Um terceiro, Rafael Leonardo dos Santos ainda está foragido.

Para a prática do crime foram usados dois veículos, sendo um deles, uma motocicleta Honda CB 300 vermelha e o outro, um Fiat Pálio preto. Os suspeitos monitoravam a vítima há cerca de um mês, e no dia do homicídio o monitoramento da vítima começou por volta das 7h15 da manhã e o ataque aconteceu às 17h30.

Para chegar aos suspeitos foram utilizadas imagens de câmeras de vigilância instaladas em estabelecimentos comerciais localizadas perto da casa de Paulo Magalhães e perto do local do crime. Ainda estão no curso das investigações hipóteses de haver um mandante para o crime, assim como o crime ter sido devido à queima de arquivo ou se há ligação do PCC (Primeiro Comando da Capital).

A investigação acontece de forma lenta devido a não colaboração dos suspeitos. De acordo com os delegados Alberto Vieira Rossi e o Edilson dos Santos Silva, respectivamente do Garras e da Delegacia de Homicídios, eles permanecem em silêncio, afirmam que não se conhecem e negam participação e envolvimento no crime. Nenhum dos três envolvidos possuíam algum tipo de vínculo com a vítima.

Alberto caracteriza os suspeitos como “pessoas sem apego de valor e contato social”, além de serem consideradas pessoas extremamente frias. Caso haja o envolvimento de José e Antônio no crime, eles poderão pegar de 12 a 30 anos de prisão. Para polícia civil a quebra doe sigilo telefônico comprova o envolvimento dos três suspeitos nesse crime.

Suspeita-se que haja grande quantia em dinheiro envolvida na execução do delegado Paulo Magalhães. Serão feita análises de bens que puderam vir ser adquiridos pelos suspeitos após o crime.