27 de outubro de 2020
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Procurada por Chaves para salvar Bernal de cassação, Juliana Zorzo afirma que cidade retrocedeu com

Diante da expectativa da votação de julgamento do prefeito de Campo Grande Alcides Bernal (PP) que acontece amanhã às 14h na Câmara de Vereadores da Capital, o clima na Câmara é de tensão e dúvida. O mistério sobre quem votará contra ou a favor da cassação ronda a Casa de Leis assim como as dúvidas sobre o rito de amanhã. Segundo a vereadora Juliana Zorzo (PSC), que está visivelmente mais envolvida nesta votação do que na anterior em 26 de dezembro de 2013, Bernal será julgado por nove práticas de ilegalidade. "São três crimes levantados pelo relatório da Comissão Processante e ao todo esses crimes indicam nova irregularidades", explica Juliana. Segundo a vereadora, as principais acusações sobre o prefeito são referentes à fabricação de emergência, não cumprimento de contratos e pagamentos atrasados. Todos os indícios de crime foram levantados mediante os contratos firmados entre a prefeitura e as empresas Salute, Jagás e Mega Serv. De acordo com Juliana, basta que Bernal receba 20 votos em uma das indicações para que ele seja cassado. Juliana não confirmou seu voto, mas garantiu que para ela, a cidade retrocedeu durante a gestão e Bernal e, ao contrário do que ela esperava, o prefeito não melhorou sua maneira de conduzir a cidade depois do dia 26 de dezembro em que ele quase perdeu seu mandato. " Nada mudou do dia 26 de dezembro para hoje, vejo que a cidade teve mais regresso", afirma. A vereadora confirmou que teve uma reunião com o secretário municipal de governo e relações institucionais pedro Chaves, presidente de honra de seu partido, e que foi convidada por Chaves a votar junto com a base do prefeito pela não cassação de Bernal. Juliana, no entanto, não confirmou o voto e fez questão de dizer que também se reunião com os vereadores da oposição ontem e que ficou até às 3h discutindo o assunto com sua equipe de gabinete. Heloísa Lazarini e Diana Christie