27 de setembro de 2020
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ACEITOU

Regina Duarte quer fim da 'guerra cultural', mas terá que lutar contra olavistas

Após reunião ontem com Jair Bolsonaro, Regina disse que ela e o cargo na secretaria iriam "noivar"

Enfim a atriz Regina Duarte aceitou, após reunião com o presidente ocupar o cargo de secretária de Cultura no governo, que já começa a ter ela como secretária nessa terça-feira (21).

Após reunião ontem com Jair Bolsonaro, Regina disse que ela e o cargo na secretaria iriam "noivar". Duarte disse também que pretende pacificar a guerra instalada entre governo, por meio do ex-secretário Roberto Alvim, e a classe artística. “Sou apoiadora deste governo desde sempre e defendo a classe artística desde os 14 anos”, falou a Mônica Bergamo.

A atriz foi convidada por Jair Bolsonaro para comandar a pasta após a demissão de Roberto Alvim, que divulgou um vídeo citando o ministro da propaganda nazista Joseph Goebbels. A atriz não deixou claro se haverá nomeação oficial durante esse período de testes e não quis confirmar se colocou condições para aceitar o cargo. Bolsonaro decidiu, por enquanto, não recriar o ministério da Cultura.

Se Regina ficar, terá trabalho. A ala olavista do governo não a quer. De acordo com Guilherme Amado, desconfiam de que ela não vai implementar a revolução cultural à extrema-direita que consideram necessária.

Em busca de explicação para a inserção das frases de Goebbels, Roberto Alvim tem nova teoria. Diz desconfiar de ação satânica.