28 de janeiro de 2021
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Senado faz homenagem a Sérgio Guerra

A sessão da tarde de hoje (6) no Senado Federal foi suspensa em homenagem ao deputado e ex-senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), que morreu hoje (6) pela manhã. Os senadores que estavam no plenário encerraram a sessão mais cedo, logo após um minuto de silêncio em respeito ao ex-colega.

Sergio-Guerra-criticou-a-pesquisa-divulgada-nesta-terca-feiraMichel-FilhoAntes do encerramento, os senadores aprovaram um voto de pesar. O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) lembrou que ele foi presidente nacional do PSDB. “O Brasil, a Região Nordeste e, especialmente, o estado de Pernambuco perdem uma de suas mais significativas lideranças políticas. Em nome do PSDB, apresento sinceros sentimentos e solidariedade à família de Sérgio Guerra, um homem de inúmeras qualidades, que tinha compromisso com o seu país”, disse o senador tucano.

O senador petista Paulo Paim (RS) manifestou condolências à família do colega. “Sérgio Guerra foi um dos maiores líderes do PSDB. Homem de diálogo, de firmes convicções e de cumprir acordos. Aqui, quando eu dialogava, ele dizia: ‘Paim, com isso eu concordo, conte com meu apoio; com isso eu não concordo’. Isso eu respeito muito na política: o cumprimento dos acordos”, disse.

Representando o Partido Progressista, a senadora Ana Amélia (RS) disse que a “unanimidade” em torno do nome de Sérgio Guerra não se manifesta apenas por causa da morte dele, mas por suas qualidades como homem público. Ela leu as notas de pesar da presidenta Dilma Rousseff, do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e do atual presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG). “Três grandes líderes políticos nacionais que se curvam à relevância do sentimento de tristeza com a morte do parlamentar pernambucano Sérgio Guerra”, disse a senadora.

Ana Amélia ressaltou o caráter conciliador e honrado de Guerra, assim como o presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO). Ele disse estar de luto e pediu que o Brasil e Pernambuco prestem as homenagens ao deputado. “A convivência com ele nesses anos em que exerceu mandato no Senado da República nos mostrou um homem dedicado ao interesse público, à defesa da transparência e sempre preocupado com o melhor para o país. Mostrou-se, ao longo desses mais de 30 anos de vida pública, uma pessoa sensata, aberta ao diálogo, com grande capacidade de articulação e liderança, habilidades que o levaram à presidência do PSDB”, disse.

Sérgio Guerra morreu de pneumonia, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde se tratava de um câncer de pulmão. Seu corpo será velado na Assembleia Legislativa de Pernambuco e o enterro amanhã.

Agência Brasil