29 de novembro de 2020
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Sidlei disse que respeita a decisão judicial e pretender recorrer por se considerar inocente

O ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Dourados Sidlei Alves condenado hoje a 11 anos de reclusão em regime fechado, pelo juiz Rubens Witzel Filho, devido a sua participação na chamada Máfia dos Consignados, que fazia empréstimos de forma irregular afirmou que respeita a decisão judicial e que vai recorrer por se considerar inocente.

Sidlei afirma que não assinou nenhum documento concedendo empréstimo consignado a servidores da Câmara. A decisão é de primeira instância e cabe recurso. O ex-presidente afirma que responderá o processo em liberdade e acredita que será inocentado por falta de provas e consistência no processo.

Conforme o MPE (Ministério Público Estadual), na época, os dois ex-vereadores com a ajuda dos ex-servidores foram acusados de fraudar empréstimos consignados feitos em nomes de funcionários da ‘Casa’. Segundo as denúncias, os holerites dos funcionários eram falsificados pelo diretor financeiro da Câmara, a mando de Sidlei e do ex-vereador Humberto Teixeira Junior também condenado no mesmo processo. Os valores eram aumentados em até cinco vezes para conseguir emprestar grandes somas.

A denúncia que culminou com a operação do dia 29 de abril de 2011 foi feita por cinco ex-servidores comissionados que teriam sido nomeados a pedido de Humberto Teixeira Júnior, no período em que Sidlei ocupava o cargo de presidente da Casa de Leis. Os réus são acusados por crimes de peculato, falsidade ideológica, uso de documento falso e formação de quadrilha.

Sidlei e Júnior Teixeira tiveram os nomes envolvidos na Operação Uragano, desencadeada em 1º de setembro de 2010, quando o ex-prefeito Ari Artuzi, o vice Carlinhos Cantor e outros sete vereadores – além deles -, empresários e funcionários públicos foram presos pela Polícia Federal.

Nicanor Coelho, de Dourados