10 de abril de 2021
Campo Grande 35º 20º

Explicação

Câmara aciona Justiça para obter informações sobre falta de merenda na Capital

Leia também

• Prefeitura abre nova licitação, após denúncia de superfaturamento

• Na Capital, estudantes retornam às aulas sem kit escolar e merenda e professores sem reajuste

Os vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande vão acionar a justiça para que o prefeito Alcides Bernal (PP) responda  o requerimento encaminhado pela Casa de Leis ao Executivo referente a falta de merenda escolar.

De acordo com a vereadora Carla Stephanini, a prefeitura teve um prazo de 180 dias para esclarecer a demora na aquisição dos alimentos. “Nós reiteramos o pedido e ele [Alcides Bernal] teve prazo suficiente para nos responder e não fez. Entendi que deveríamos buscar por meio de medida judicial cabível  para que Bernal esclareça todo esse processo de falta de merenda em Campo Grande que não se justifica. Nós pedimos todas as informações referente a merenda escolar”, disse a parlamentar.

No dia 11 de fevereiro, os Centros de Educação Infantil (Ceinfs), começaram sem o devido cardápio. A secretária Municipal de Educação, Leila Machado confirmou que nas  98 unidades do município não havia sidofeita a entrega de alguns itens de hortifrúti. De acordo com apuração do MS Noticias, pais estariam levando alimentos para os filhos nos Ceinfs. A Prefeitura Municipal de Campo Grande abriu edital de licitação para aquisição de merenda escolar no dia 20 de janeiro. O pregão foi realizado no dia 2 deste mês.

Em dezembro de 2015, da Controladoria Geral da União (CGU) apontou inúmeras irregularidades no gerenciamento de merenda fornecida para escolas da Rede Municipal de Ensino (Reme) e Centros de Educação Infantil (Ceinfs). De acordo com o órgão, no quesito licitação, o relatório ressaltou especificações “exorbitantes” para embalagem de produtos, inabilitação indevida de licitante, cotação de preço inelegível, além de superfaturamento no valor de R$ 3.012.120,00. Conforme documento do órgão,  foi verificado ainda, no ato da entrega das merendas, que as escolas receberam produtos diferentes do registrado em ata.